Meio milhão de pessoas são isoladas na China para conter 2ª onda da covid

Maior número de casos desde agosto leva governo chinês a fechar subúrbio de Pequim; medidas restritivas evitaram dezenas de milhares de mortes, mostra estudo

Profissional de saúde passa por moradores de Pequim: parte da cidade entrou em lockdown nesta segunda, dia 11 (Greg Baker/Getty Images)

O governo chinês anunciou que uma região de Pequim, habitada por 500.000 pessoas, entrou em lockdown nesta segunda-feira, dia 11, para conter a segunda onda do coronavírus. Na última sexta-feira, dia 8, a cidade de Shijiazhuang, capital da província de Hubei, ao lado de Pequim, também colocou em prática medidas mais restritivas.

As estradas foram bloqueadas, assim como as estações de trens e de ônibus. As escolas foram fechadas e os voos estão suspensos. O objetivo é evitar os deslocamentos das 11 milhões de pessoas que vivem no local.

Foram detectados mais de cem casos de coronavírus em Shijiazhuang nos últimos dias, o maior número desde agosto. Em Pequim, o surgimento de uma dezenas de novas infecções foi o suficiente para colocar parte da cidade em alerta. “Uma das intenções é desestimular o planejamento de viagens para o Ano Novo chinês, em fevereiro”, diz o economista brasileiro Rodrigo Zeidan, professor da New York University Shanghai, na China.

A China adotou uma série de medidas de contenção no início da pandemia para controlar a propagação do vírus, como o fechamento das cidades, a testagem em massa da população, quarentenas restritas e o rastreamento de novos casos.

Segundo um estudo da Universidade de Yale, dos Estados Unidos, essas iniciativas podem ter evitado, só no mês de janeiro de 2020, pelo menos 1,4 milhão de novos casos e 56 mil mortes pela covid. “Além disso, existe um sentimento coletivo que é preciso respeitar essas restrições em nome do bem comum”, relata Zeidan. “No Brasil, estamos vivendo o oposto disso, com o governo esperando para ver como vai ficar, o que só pode levar ao desastre”, afirma.

A expectativa de crescimento da China para este ano é de 7,1%. Nos Estados Unidos, a economia deve crescer 4,2%, diante de uma retração de 2,4% em 2020, caso as vacinas possam ser distribuídas rapidamente e medidas de contenção sejam eficazes em evitar novas contaminações.

 

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