GDF abre licitação para construir três hospitais de campanha por R$ 21 milhões

Governo pretende inaugurar unidades até 14 de abril. Hospitais serão no Plano Piloto, Gama e Ceilândia.

Leito de UTI no DF — Foto: Reprodução / TV Globo

A Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) realiza, nesta segunda-feira (22), a licitação para a montagem dos três novos hospitais de campanha para pacientes de Covid-19, no Distrito Federal. O pregão eletrônico emergencial, de R$ 21 milhões, vai escolher qual empresa irá construir as unidades que erguidas no Plano Piloto, no Gama e em Ceilândia.

Em coletiva de imprensa nesta segunda, o chefe da Casa Civil, Gustavo Rocha, afirmou que “até o dia 14 de abril os hospitais poderão estar funcionando” (saiba mais abaixo).

De acordo com a Novacap, a empresa vencedora terá um prazo para apresentar toda a documentação necessária para a contratação. A expectativa é que cada unidade custe R$ 7.095.092,34, e que funcione pelo prazo de 180 dias.

Os hospitais de campanha serão construídos nos seguintes locais:

  • Plano Pilono: dentro do Autódromo
  • Gama: no Complexo Esportivo
  • Ceilândia: na Escola Parque Anísio Teixeira

Cada hospital de campanha terá 100 leitos de Unidade de Tratamento Intensiva (UTI), na modalidade de suporte ventilatório pulmonar, específico para pacientes com Covid-19. Todos os aparelhos serão alugados pela Secretaria de Saúde do DF.

Inauguração

A partir do Momento da contratação, a empresa vencedora terá o prazo de 20 dias para construir a estrutura dos hospitais. “O edital foi pensado para que o tempo fosse suficiente”, disse o chefe da Casa Civil, Gustavo Rocha, nesta segunda.

O secretário explicou que há outro processo de contratação em andamento para aquisição de equipamentos e reforço de pessoal para as unidades, que já está em andamento na Secretaria de Saúde.

Questionado sobre o pleno funcionamento das unidades dentro do prazo, considerando que há duas licitações diferentes, o chefe da Casa Civil afirmou que “são duas situações distintas” mas que “não afeta o início do serviço”.

Situação dos hospitais no DF

Leitos ocupados no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), em Brasília — Foto: SindEnfermeiro-DF/Divulgação
Leitos ocupados no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), em Brasília — Foto: SindEnfermeiro-DF/Divulgação;

Na desta segunda-feira, 400 pessoas aguardavam por um leito de UTI. No dia 9 de março, o governo do DF decretou estado de calamidade pública na saúde, devido ao avanço de casos e óbitos. No domingo (21), o DF confirmou mais 27 mortes e 1.080 novos casos de Covid-19.

De acordo com o último boletim da Secretaria de Saúde do DF, divulgadona noite de domingo (21), o total de óbitos na capital era de 5.382, e os infectados somavam 328.902. Nesta segunda-feira, 96,57% do sistema de saúde público estava comprometido, segundo levantamento da Secretaria de Saúde divulgado às 12h10.

Na rede privada, também há sobrecarga. Dos 432 leitos de UTI, 422 estavam ocupados às 11h10 desta segunda. Restavam cinco vagas, sendo quatro para adultos.

Estado de calamidade

No dia 9 de março, o governador Ibaneis Rocha (MDB) decretou estado de calamidade pública na área de saúde do Distrito Federal. A medida vale “enquanto perdurar os efeitos da pandemia do novo coronavírus”.

O documento publicado no Diário Oficial cita o “risco iminente de superlotação das UTIs [Unidades de Terapia Intensiva] e unidades hospitalares na fase aguda da pandemia”.

Com a declaração de estado de calamidade pública na saúde, o governo do DF não terá que seguir à risca as metas fiscais previstas nas regras orçamentárias de 2021. Além disso, o DF poderá receber repasses da União e realizar contratos sem licitação.

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