EUA confirmam eficácia da vacina de dose única da J&J

Imunizante desenvolvido pela Johnson & Johnson se mostrou ainda eficaz contra as novas variantes do coronavírus, diz agência reguladora americana. Vacina deve ser aprovada em breve no país.

A agência reguladora de medicamentos e alimentos dos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA), confirmou nesta quarta-feira (24/02) a eficácia da vacina de dose única contra covid-19 desenvolvida pela farmacêutica Johnson & Johnson. O imunizante se mostrou ainda eficaz contra as novas variantes do coronavírus.

A FDA considera que a nova vacina provou ser altamente eficaz na prevenção de casos graves e mortes por covid-19 e deve permitir conter a disseminação da doença, que já deixou mais de 500 mil mortes nos EUA em pouco mais de um ano.

Os documentos da FDA sugerem que a agência irá provavelmente obter aprovação emergencial na sexta-feira e a decisão anunciada no dia seguinte, com a distribuição começando imediatamente em todo o país para as centenas de centros de vacinação que já imunizam a população idosa e outros grupos de risco.

Se confirmada a aprovação, esta será a terceira vacina autorizada pela FDA, após os imunizantes desenvolvidos pela Pfizer-Biotech e Moderna.

No início deste mês, a J&J disse que os dados dos testes clínicos indicam que sua vacina contra Covid-19 é 66% eficaz na imunização contra a doença; 72% em exames realizados nos Estados Unidos; 66% na América Latina e 64% na África do Sul, onde uma variante mais resistente se espalhou.

Os testes demonstraram que a vacina previne 86% dos casos graves nos Estados Unidos e 82% na América Latina, o que na prática significaria que é altamente eficaz na prevenção de hospitalizações e mortes pelo coronavírus.

A vacina foi, de modo geral, bem tolerada pelos organismos dos voluntários, sem que houvesse o registro de reações alérgicas graves, o que ocorreu nos caso das vacinas da Pfizer e da Moderna, ainda que tenham sido casos raras.

Aprovação é vital para reforço da vacinação nos EUA

Reações de leves a moderadas, como dores no local da injeção, dores de cabeça, musculares e fatiga, ocorreram são mais prováveis de ocorrer nos pacientes mais jovens do que nos mais velhos. Não houve registro de mortes entre os participantes que receberam a vacina, mas cinco óbitos ocorreram entre os que foram medicados com placebos.

“A análise apoia um perfil de segurança favorável preocupações específicas identificadas que pudessem impedir a autorização de uso de emergência”, afirma o documento da FDA.

“Apesar de uma eficácia geral baixa ter sido observada na África do Sul, onde havia a predominância da linhagem B.1.3.5 durante o período do estudo, a eficácia da vacina contra casos graves ou críticos de covid-19 era alta, se modo semelhante, nos Estados Unidos, África do Sul e Brasil”, acrescenta a agência.

Uma terceira vacina seria vital para apoiar os esforços de aumentar a capacidade de imunização nos EUA. Até o momento, cerca de 65 milhos de americanos já receberam ao menos uma doses das vacinas da Pfizer-Biontech ou da Moderna.

A vacina da Johnson & Johnson pode ser armazenada em geladeiras comuns por pelo menos três meses, tornando-a logisticamente mais fácil de manusear do que as da Pfizer e Moderna, que exigem temperaturas abaixo de zero mais extremas, mas têm um percentual de eficácia superior, de até 95%.

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