Covid-19: Estagiários de hospitais do DF pedem vacinação prioritária

Representantes de seis faculdades enviaram um ofício ao secretário de Saúde, Osnei Okumoto, pedindo a inclusão dos alunos da saúde no plano de imunização

A quantidade limitada de doses fez o GDF retirar os alunos da lista de prioridade – (crédito: Ed Alves/CB/D.A Press)

Centros acadêmicos de medicina de seis faculdades públicas e privadas do Distrito Federal e a Associação dos Estudantes de Medicina do DF (Aemed-DF) reclamam da não inclusão dos estudantes de áreas de saúde, como medicina e enfermagem, no plano distrital de imunização. As entidades pedem a inclusão na vacinação prioritária de alunos em estágio curricular obrigatório e daqueles com atividades práticas regulares em unidades de saúde.

Um ofício com o pedido foi enviado ao secretário de Saúde do DF, Osnei Okumoto, na última sexta-feira (5/2). O documento foi assinado pelos centros acadêmicos da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS), do Centro Universitário de Brasília (UniCeub), Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos (UniCEPLAC), Centro Universitário Unieuro (UniEURO), da Universidade Católica de Brasília (UCB) e Universidade de Brasília (UnB).

Segundo o ofício, 785 alunos precisariam ser incluídos na imunização, considerando que aqueles que trabalham no Hospital Universitário de Brasília (HUB) já foram vacinados. “Sabemos que não é possível vacinar a todos os alunos agora, mas, para aqueles que estão em estágio obrigatório, isso é essencial. São estudantes que têm, toda semana, contato direto com pacientes, médicos e enfermeiros de hospitais”, diz o presidente do Centro Acadêmico de Medicina da Escola Superior de Ciências da Saúde (Camescs), Clayton Oliveira.

Além disso, a princípio, em 19 de janeiro, início da vacinação, houve o entendimento, por parte de alguns gestores da Secretaria de Saúde, de que os internos, tanto dos cursos particulares quanto dos públicos, entrariam no grupo prioritário de profissionais da saúde. No entanto, após a circular do dia 20 de janeiro e com a definição de público mais restrita, os internos não foram contemplados na primeira fase.

Resposta

Procurada pela reportagem, a Secretaria de Saúde  informou, em nota, que “entende a preocupação dos internos, no entanto, o número de doses recebidas do Ministério da Saúde é pequeno e, por isso, é necessário priorizar aqueles grupos em que a doença se apresenta com quadro clínico mais grave e uma probabilidade de óbito maior, o que é o caso dos idosos.”

Ainda segundo a pasta, a ampliação do público alvo para vacinação depende do número de doses que o Ministério da Saúde irá disponibilizar ao DF e de quando ocorrerá a entrega de nova remessa.

 

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