É muito provável que o saldo aumente rapidamente, levando em conta o número de prédios desabados nas cidades mais afetadas
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Um terremoto de magnitude 7,8 sacudiu o sul da Turquia e o norte da Síria, deixando centenas de mortos e milhares de feridos, além de danos significativos, segundo os primeiros balanços.
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Na vizinha Síria, quase 400 pessoas perderam a vida. Segundo a televisão síria, 239 pessoas morreram e 648 ficaram feridas no desabamento de casas em várias cidades, incluindo Aleppo (norte), a segunda maior cidade da Síria. Também houve vítimas em Hama (centro) e em Lataquia e Tartus, na costa do Mediterrâneo.
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Um balanço anterior apontava 237 mortes em áreas sob controle do regime sírio.
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Nas regiões nas mãos dos rebeldes, perto da Turquia, são os Capacetes Brancos – socorristas que se mobilizam nessas áreas – que contabilizam as vítimas.
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“Cento e quarenta e sete mortos e mais de 340 feridos segundo um balanço provisório na província de Idlib e arredores de Aleppo”, no norte do país, anunciaram os Capacetes Brancos no Twitter.
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O tremor foi sentido às 04h17 (22h17 de domingo, no horário de Brasília) e ocorreu a uma profundidade de 17,9 quilômetros, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
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O epicentro foi localizado no distrito de Pazarcik, na província de Kahramanmaras, no sudeste da Turquia, a cerca de 60 km da fronteira com a Síria.
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O movimento telúrico também foi sentido no Líbano e em Chipre, segundo os jornalistas da AFP.
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É muito provável que o saldo aumente rapidamente, levando em conta o número de prédios desabados nas cidades mais afetadas, como Adana, Gaziantep, Sanliurfa e Diayarbakir, no sudeste da Turquia.
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Devido ao horário do terremoto, de madrugada, a maioria das pessoas estava dormindo em suas casas.
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“Minha irmã e seus três filhos estão sob os escombros. Também seu marido, seu sogro e sua sogra. Sete membros da nossa família estão sob os escombros”, disse à AFP Muhittin Orakci, ao testemunhar as operações de resgate em frente a um prédio em ruínas em Diyarbakir.
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“A irmã dele ainda está sob os escombros”, disse uma mulher, apontando para outra vítima inconsolável na mesma cidade.
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Por questões de segurança, o gás foi cortado em toda a região, devido a tremores secundários que poderiam gerar explosões.
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Este é o maior terremoto na Turquia desde 17 de agosto de 1999, que causou 17.000 mortes, mil delas em Istambul.
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Em busca de sobreviventes
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Segundo o vice-presidente turco, pelo menos três dos aeroportos da zona afetada, Hatay, Maras e Gaziantep, foram fechados ao tráfego. A neve e as tempestades que atingiram a região impediram o tráfego em outros aeroportos, incluindo o de Diyarbakir, segundo a AFP.
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“Ouvimos vozes aqui e ali. Achamos que talvez 200 pessoas estejam entre os escombros”, disse uma equipe de resgate em Diyarbakir, de acordo com uma transmissão da NTV.
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Algumas imagens na televisão turca e nas redes sociais mostram pessoas assustadas, de pijama, vagando pela neve enquanto observam equipes de resgate vasculhando os escombros de suas casas.
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A emissora NTV indicou que havia prédios desabados nas cidades de Adiyaman e Malatya.
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Enquanto isso, a televisão estatal síria relatou o desabamento de um prédio perto de Latakia, na costa oeste do país.
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A mídia pró-governo informou que vários prédios desabaram parcialmente em Hama, no centro da Síria, onde bombeiros e equipes de resgate tentavam resgatar um sobrevivente dos destroços.
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Raed Ahmed, chefe do Centro Nacional de Monitoramento Sísmico da Síria, disse à rádio oficial que este foi “historicamente o maior terremoto já registrado”.
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Os Capacetes Brancos disseram que a situação é “catastrófica” e pediram às organizações humanitárias internacionais para “intervir rapidamente” para ajudar a população local.
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Ajuda internacional
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Na Turquia, o ministro do Interior, Suleyman Soylu, declarou que “todas as nossas equipes estão em alerta” e pediu ajuda internacional.
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O Azerbaijão, país aliado da Turquia, anunciou o envio imediato de 370 socorristas, segundo a agência oficial de notícias turca.
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Estados Unidos, União Europeia, França, Itália, Alemanha e Israel também informaram o envio de equipes de emergência.
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A Turquia está localizada em uma das zonas sísmicas mais ativas do mundo.
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Especialistas alertam há muito tempo que um grande terremoto poderia devastar Istambul, que permitiu construções generalizadas sem precauções.
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Um terremoto de magnitude 6,8 atingiu Elazig em janeiro de 2020, matando mais de 40 pessoas. Em outubro desse mesmo ano, outro de magnitude 7,0 sacudiu o Mar Egeu, causando 114 mortos e mais de 1.000 feridos.
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O post Terremoto na Turquia e na Síria deixa ao menos 600 mortos apareceu primeiro em Imprensa Pública.
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