Farmácias de alto custo de SP estão sem alguns medicamentos

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Pacientes enfrentam filas e não conseguem os remédios que precisam. Governo informou que alguns fatores podem gerar desabastecimento.

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Faltam alguns medicamentos nas farmácias de alto custo da Secretaria da Saúde de São Paulo. Alguns deles são enviados pelo governo federal, como mostrou o SPTV. Os pacientes reclamam que não sabem o que fazer para conseguir os remédios.

Na farmácia de alto custo, em Guarulhos, a fila já é grande no horário de abertura, às 7h. Nem todos conseguem o remédio que precisam.

“A gente fica revoltado. Eu já vim três vezes aqui. Manda telefonar, a gente telefona, telefona, e não chega remédio. Não chega remédio, não chegou, que vai fazer? Fico nervoso mesmo”, afirma o aposentado Luís Domingos Dias. A esposa dele precisa de um remédio para controlar bronquite.

O taxista José da Silva necessita do mesmo medicamento. “Como é que eu vou ficar? Como é que eu vou comprar? Não tem como também. Um remédio desse está quase R$ 200,00”, diz.

Raimunda Moreira, ajudante operacional, também reclama da falta de medicamento. “A gente já chega na porta pensando que não tem, porque já volta um monte de gente, aí a gente pensa: meu deus, tomara que tenha o nosso”, afirma.

Alguns medicamentos estão em falta desde outubro de 2015, como o remédio para diminuir os níveis de colesterol.

“Uma pessoa que ganha salário mínimo, como tem condições de gastar R$ 450 ou mais em medicação que não pode ficar sem o uso? É uma vergonha! Vergonha”, afirma Regina Maria de Souza, técnica em enfermagem.

Com uma câmera escondida, a produtora Roberta Giacomoni foi até a farmácia de alto custo da AME Maria Zélia, No Belenzinho, Zona Leste. E também não encontrou medicamentos.

Na terceira farmácia de alto custo que fomos, a do Glicério, no Centro, também não havia alguns remédios.

Distribuição
A Secretaria Estadual da Saúde informou que alguns fatores podem gerar desabastecimento, como atraso ou falta de fornecedor, aumento de preços pelos fornecedores ou falha na distribuição do Ministério da Saúde. A secretaria informou ainda que alguns medicamentos  estão em processo de compra ou já foram comprados.

Já o Ministério da Saúde informou que a Secretaria Estadual é responsável pelo armazenamento e distribuição dos medicamentos citados.