domingo, 29/11/20

Ex-presidente da Coaf falta em nova convocação para depor à CPI da Merenda

Segundo comunicado enviado aos deputados, o advogado de Chebabi conta ter sido notificado do depoimento apenas nesta terça-feira (15), sem tempo hábil para comparecimento
Segundo comunicado enviado aos deputados, o advogado de Chebabi conta ter sido notificado do depoimento apenas nesta terça-feira (15), sem tempo hábil para comparecimento

Cássio Chebabi, ex-presidente da Cooperativa Agrícola Familiar, a Coaf, faltou à nova convocação para depor na CPI da Merenda, nesta quarta-feira (16), na Assembleia Legislativa de São Paulo.

Segundo comunicado enviado aos deputados, o advogado de Chebabi conta ter sido notificado do depoimento apenas nesta terça-feira (15), sem tempo hábil para comparecimento.

No entanto, segundo os parlamentares, no dia 11 de novembro, Chebabi havia sido notificado de sua convocação.

Célia Falótico, ex-Coordenadora da Coordenadoria de Infraestrutura e Serviços Escolares do Departamento de Alimentação e Assistência ao Aluno da Secretaria Estadual da Educação falou aos deputados que só suspeitou de irregularidades nos contratos com a Coaf após divulgação da mídia sobre a Operação Alba Branca.

Outra funcionária ouvida foi Silvia Cristina Lancellotti, ex-Funcionária do Centro de Serviços de Nutrição do Departamento de Alimentação e Assistência ao Aluno da Secretaria Estadual da Educação.

Para o deputado Alencar Santana, do PT, os depoimentos acrescentaram aos trabalhos da CPI.

Houve discussão entre os parlamentares, ao fim da reunião, para deliberar requerimentos de novas convocações.

Foi pedido vistas de requerimentos que pediam acareação entre peças importantes do caso, como o lobista Marcel Ferreira Julio e os ex-assessores parlamentares José Merivaldo dos Santos, Jéter Rodrigues e Luis Carlos Gutierrez.

A reconvocação de Marcel Julio também foi adiada com o pedido de vistas.

Barros Munhoz, deputado do PSDB, pediu celeridade e não vê necessidade nas reconvocações, afirmando que a CPI caminhou e atividades criminosas já foram provadas.

“Tem funcionário culpado da Secretaria de Educação, da Assembleia Legislativa, indubitavelmente. Mas temos que caminhar para a finalização. Os culpados devem ser punidos”, defendeu.

Ao final, um grupo de estudantes começou a tumultuar a sessão, com a decisão dos deputados, e foi retirado do plenário.

*Informações do repórter Fernando Martins – Jovem Pan

 


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