Coreia do Norte estende ameaça nuclear a Japão e Coreia do Sul

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North Korean leader Kim Jong Un guides the combat drill of the service personnel of the special operation battalion of KPA Unit 525 in this undated photo released by North Korea's Korean Central News Agency (KCNA) in Pyongyang on December 11, 2016. KCNA via REUTERS ATTENTION EDITORS - THIS IMAGE WAS PROVIDED BY A THIRD PARTY. EDITORIAL USE ONLY. REUTERS IS UNABLE TO INDEPENDENTLY VERIFY THIS IMAGE. NO THIRD PARTY SALES. NOT FOR USE BY REUTERS THIRD PARTY DISTRIBUTORS. SOUTH KOREA OUT.

Em comunicado, o país afirma que o “grupo de traidores pró EUA deve ser severamente castigado e liquidado com um ataque para que não possa sobreviver”

Seul – A Coreia do Norte estendeu sua ameaça nuclear ao Japão e à Coreia do Sul, que são recriminados pelo apoio “ardente” aos Estados Unidos na busca de novas sanções, e aos que defendem “liquidar” por desejo seu exército e seu povo.

O regime norte-coreano acredita ser necessário “desferir um golpe” sobre os japoneses, que “não chegaram a raciocinar” nem depois do lançamento de um míssil balístico intercontinental sobre o arquipélago, cujas ilhas “deveriam ser afundadas no mar pela bomba nuclear”, disse um porta-voz do Comitê norte-coreano para a Paz da Ásia-Pacífico em um comunicado divulgado durante a noite pela agência “KCNA”.

O comitê norte-coreano disparou também contra o Governo sul-coreano, ao qual acusa de ser um grupo de “traidores” e “cachorros dos Estados Unidos” ao pedir sanções mais duras sobre seus “compatriotas”.

“O grupo de traidores pró EUA deve ser severamente castigado e liquidado com um ataque para que não possa sobreviver. Só então, a nação coreana poderá prosperar em um território unificado”, expôs o regime.

Pyongyang mostrou assim sua rejeição ao apoio dado pelos países vizinhos às novas sanções impostas na segunda-feira pelo Conselho de Segurança da ONU, com o qual também disse se sentir “furioso”.

Tóquio qualificou estas ameaças de “extremadamente provocativas e inescusáveis”, e afirmou que a atitude do país vizinho “aumenta notavelmente a tensão” e “só levará a um isolamento ainda maior”, em palavras do ministro porta-voz do Executivo, Yoshihide Suga.

O Governo nipônico é partidário de “continuar aplicando a máxima pressão” sobre a Coreia do Norte, e manterá sua “vigilância total” sobre Pyongyang em colaboração com os Estados Unidos e “com vistas a proteger o povo japonês”, apontou Suga em coletiva de imprensa.

O regime liderado por Kim Jong-un também acusou hoje as Nações Unidas de ter se transformado em “uma ferramenta “que serve aos EUA, e que ao invés de assegurar a paz e a segurança, “a destrói sem piedade”.

“O Conselho de Segurança da ONU é composto por países sem princípios e, em consequência, tal ferramenta inútil deve ser dissolvida imediatamente”, recolheu o comunicado de “KCNA”.

A ONU aprovou na segunda-feira novas medidas contra a Coreia do Norte destinadas a afogar mais sua economia, em resposta ao seu sexto e mais potente teste nuclear, realizado em 3 de setembro.