Capa da invisibilidade pode estar próxima de se tornar real

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University of Rochester Ph.D. student Joseph Choi is pictured with a a multidirectional `perfect paraxial' cloak using 4 lenses. For a continuous range of viewing angles, the hand remains cloaked, and the grids seen through the device match the background on the wall (about 2 m away), in color, spacing, shifts, and magnification. The edges of the optics can be seen since this is a small-angle ('paraxial') cloak, but this can be reduced by using large optics and for distant viewing; also the center of the device must not be blocked. // an optical cloaking configuration designed by University of Rochester professor of physics John C. Howell and Ph.D. student Joseph Choi is pictured in Bausch & Lomb Hall September 11, 2014. // photo by J. Adam Fenster / University of Rochester

Nas pesquisas anteriores, objetos escondidos deveriam

Uma dupla de pesquisadores da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, conseguiu, pela primeira vez, camuflar objetos maciços, de até 35 centímetros de altura, sob uma “capa da invisibilidade”. Usando técnicas de óptica em um dispositivo digital, os cientistas conseguiram tornar imperceptíveis à visão humana elementos bem maiores do que os utilizados em estudos anteriores – que eram microscópicos – o que significa um imenso avanço na área.

Publicada recentemente no periódico especializado Optica, a nova técnica conseguiu aprimorar a primeira “Capa Rochester”, criada em 2014, que consistia em um dispositivo que, utilizando quatro lentes alinhadas, conseguia o efeito de invisibilidade em itens postos imediatamente atrás delas. Dependendo da maneira como são agrupadas, as lentes desviam as ondas luminosas refletidas pelos objetos (eles só se tornam visíveis ao olho humano ao refletirem a luz). Elas seriam redirecionadas de tal forma que, sem atingirem o olho humano, fazem o objeto se tornar imperceptível – para o observador, o efeito é como se ele não existisse.

O problema desse dispositivo era que, quando o observador mudasse de posição, o efeito de invisibilidade se extinguiria; para conseguir esconder coisas muito grandes, portanto, seriam necessárias lentes enormes, o que tornava o projeto impraticável.

Digitalizado – Agora, a “Capa Rochester” digital, desenvolvida pelos pesquisadores americanos Joseph Choi e John Howell, possui um campo muito maior de invisibilidade. Uma película composta por uma estrutura de finas lentes cilíndricas colocada sobre um tablet que transmite a imagens focadas por ele é capaz de desviar todos os raios de luz que incidem sobre os objetos. Essa distorção torna as coisas vistas pelo tablet, através da lente, invisíveis.