Segunda dose da CoronaVac é recebida com alegria por médicos e idosos

Idosos em casas de acolhimento, cuidadores e profissionais de saúde começaram a receber a segunda dose da vacina

No Espaço Convivência da 503 Sul, idosos recebem a segunda dose da vacina – (crédito: Ed Alves/C.B/DA Press)

O início da aplicação da segunda dose da vacinacontra a covid-19 teve início nesta segunda-feira (8/2). Entre os contemplados, estão idosos, e profissionais da saúde que atuam em casas de acolhimento para idosos do Distrito Federal.

O Espaço de Convivência, na 503 Sul, recebeu, nesta manhã, uma equipe da Secretaria de Saúde do DF para dar a segunda dose da CoronaVac aos pacientes e equipes de trabalho. De acordo com a instituição, 43 idosos moram na casa e todos foram vacinados com exceção de dois idosos. Em um dos casos, a família não autorizou a vacinação e o outro foi por motivos de internação.

Entre as pessoas que receberam a segunda dose da vacina está a médica geriatra Mariana Ruback, 42 anos. A profissional de saúde conta que toda a família faz parte do grupo de profissionais da saúde e todos estão imunizados. “É um alívio né? Estamos vivendo um momento de muita apreensão, e finalmente receber a vacina nos traz tranquilidade, principalmente porque somos médicos e temos que cuidar da vida de outros”, diz a médica.

Responsável pelos idosos da casa de convivência, a geriatra diz que os pacientes da instituição estavam apreensivos pela vacina. “Quando a gente recebeu a notícia da pandemia, ficamos muito apreensivos pensando o que seria dos nossos idosos. Durante esse ano de isolamento, foi muito sofrido porque tivemos que restringir a saída dos idosos com suas famílias, que eram muito presentes. Mudou o dia a dia do idoso”, lamenta.

“A chegada da vacina trouxe uma esperança, de que dias melhores virão. Os idosos vão, enfim, poder estar mais próximos da família. Em cada seringa, está uma esperança, de que a gente possa voltar a viver”, garante. Segundo a médica, mesmo com a segunda dose, será preciso manter os protocolos de restrição. “Entro de uma instituição não conta só um, conta o todo. Basta um pra contaminar o resto das pessoas”, diz.

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