Produção de veículos no Brasil diminui em janeiro

Queda foi de 4,6% em relação a dezembro passado. Mas, na compração com janeiro de 2020, houve alta de 4,2%, segundo a Anfavea

(crédito: REUTERS/Roosevelt Cassio)

A produção de veículos do Brasil, em janeiro de 2021, recuou 4,6% na comparação com dezembro de 2020, mas avançou 4,2% no confronto com o mesmo mês do ano passado, de acordo com balanço divulgado pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Mesmo com o fim da produção da montadora Ford no país, o volume total produzido no ano ficou em 199,7 mil carros, comerciais leves, caminhões e ônibus.

As vendas do setor recuaram 29,8% na relação mensal (já que dezembro é sazonalmente um mês mais aquecido) e 11,5%, no ano, para 171,1 mil veículos. A quantidade registrada em janeiro é uma das mais baixas desde junho do ano passado, quando foram empelcadas 132,8 mil unidades. A queda nas vendas foi atribuída pela Anfavea às dificuldades, que continuaram esse ano, pela falta de peças na linha de montagem.

As exportações de veículos somaram 25 mil unidades, queda de cerca de 35% ante dezembro. Mas, quando se considera o ano, as exportações subiram aproximadamente 22% em relação a janeiro de 2020, o que demonstra, de acordo com a Anfavea, que a queda nas vendas domésticas acabou sendo compensada pelas exportações.

O levantamento da Anfavea também apontou que as montadoras abriram 2,16 mil vagas de trabalho somente em janeiro de 2021. Mas o cálculo não leva ainda em consideração as demissões concretizadas pela Ford, que ainda negocia a rescisão dos contratos dos trabalhadores com os sindicatos.

Polêmica sobre contribuição à sociedade

A Anfavea lançou, ainda um estudo, para contestar declarações feitas por Carlos Von Doellinger, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) de que o setor automotivo é muito subsidiado, um dos mais protegidos do país, e gera poucas contrapartidas à sociedade. “É justamente o contrário”, afirma o presidente da entidade, Luiz Carlos Moraes. “Somos exageradamente tributados, pouco incentivados e geramos retornos espetaculares ao país sob todos os ângulos de análise”, reitera Moraes.

De acordo com dados oficiais, apontou o presidente da Anfavea, enquanto a desoneração fiscal sobre arrecadação tributária de todos os setores econômicos no país foi de 18% na última década, para o setor automotivo foi de 8%. Com isso, o segmento teve a melhor relação entre todos os setores da economia, com R$ 11,1 arrecadados para cada R$ 1 desonerado pelo governo, segundo dados da Receita Federal.

Entre 2011 e 2017, últimos dados divulgados pelo Fisco, “o setor automotivo jamais representou mais do que 2% de toda a desoneração fiscal (redução de impostos) realizada pelo governo federal”, enfatiza Moraes. Na avaliação dele, as desonerações, em certa medida, “servem para restituir a alta carga tributária de 44% sobre o preço do automóvel, o dobro do praticado na maioria dos países da Europa e mais que isso para casos como Japão e EUA”, comparou.

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