As diretrizes do governo afirmam explicitamente que a Finlândia não exporta armamentos para países em guerra ou em contravenção aos direitos humanos. No entanto, a coalizão governista de esquerda liderada pelos social-democratas exportou armas para a Ucrânia, apesar do conflito em curso, e para os Emirados Árabes Unidos e o Catar, que Helsinque criticou por violações dos direitos humanos, negadas veementemente por ambos os países.
Embora a Finlândia não tenha proibido formalmente a exportação de armas para a Turquia, desde 2019 que Helsinque não emite nenhuma nova licença de exportação para o país, em resposta às operações terrestres na Síria nesse ano contra as forças curdas, que Ancara considera como terroristas. A mesma política foi adotada pela vizinha Suécia, que também quer aderir à OTAN, mas foi revertida posteriormente.
No início deste ano, a Finlândia e a Suécia abandonaram sua histórica neutralidade militar, preservada durante toda a Guerra Fria, e pediram a adesão à OTAN, citando como pretexto a operação especial da Rússia na Ucrânia e a consequente “situação de segurança”.
Até agora, todos os 30 Estados-membros da OTAN, exceto a Hungria e Turquia, ratificaram sua adesão, para a qual é necessária a aprovação unânime. A Turquia, além de um fim do embargo de armas, exige a extradição de curdos que considera terroristas, enquanto Viktor Orbán, primeiro-ministro da Hungria, prometeu aprovar a adesão dos dois países no próximo ano.