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Rússia acusa EUA de treinarem ex-combatentes do Estado Islâmico

Objetivo seria desestabilizar o país após derrotas sofridas pelo grupo terrorista

O Chefe do Estado-Maior das forças armadas da Rússia, general Valery Gerasimov, acusou os Estados Unidos de treinar ex-membros do grupo terrorista do Estado Islâmico (EI) na Síria com o objetivo de desestabilizar o país. O Estado Islâmico perdeu a maior parte dos territórios que controlava na Síria e no Iraqueno último ano.

Em uma entrevista ao jornal Komsomolskaya Pravda, Gerasimov disse que os Estados Unidos estariam treinando combatentes que pertenceram ao EI mas que tinham adotado o novo nome de “Novo Exército Sírio”, entre outros, após as derrotas sofridas pelo grupo terrorista.

Segundo o general, a base militar americana localizada em Tanf, uma rodovia estratégica próxima à fronteira com o Iraque, se transformou em um “buraco negro” onde militantes atuam sem nenhum impedimento.

Ele afirmou que satélites e drones russos haviam identificado abrigos dos militantes na base americana.

Os Estados Unidos responderam que as instalações em Tanf são temporárias e utilizadas para treinar aliados na luta contra o grupo terrorista Estado Islâmico. No passado, os EUA rejeitaram alegações de ilegalidades similares feitas pela Rússia, argumentando que permanecem comprometidos a eliminar o EI.

“Na realidade, eles estão sendo treinados ali” disse Gerasimov said, acrescentando que também havia um grande número de ex-membros do Estado Islâmico em Shadadi, onde haveria outra base americana. “Eles são praticamente parte do Estado Islâmico”, afirmou o general. “Mas, depois do treinamento, trocam de local e assumem um novo nome. A missão deles é desestabilizar a situação do país”.

A Rússia anunciou no início do mês a retirada parcial de suas tropas da Síria. Desde 30 de setembro de 2015, Moscou desenvolve uma campanha de bombardeios no país árabe, em apoio ao exército nacional e ao governo de Bashar Assad.

(com Reuters)

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