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Vendas no comércio do Distrito Federal caem cerca de 6% em 2017

O dado é da Pesquisa Conjuntural de Micro e Pequenas Empresas do DF, produzida pela Fecomércio/DF e pelo Sebrae

 

25/10/2017. Crédito: Raphael Carmona/Fecomércio-DF. Empresário Adelmir Santana, presidente da Fecomércio-DF.

O comércio de Brasília terminou 2017 com uma leve queda nas vendas. Conforme pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio/DF), houve uma diminuição de aproximadamente 6%, se comparado ao fechamento do ano anterior. No setor de serviços, a descida foi de 9,5%.

Apesar de um aumento de 17,7% (comércio) e 2,29% (serviços) em relação a novembro, o Natal e o Réveillon não conseguiram levantar os números anuais. “Ainda que tenhamos o aumento estimado de 3% neste ano, não é suficiente para chegar ao patamar de 2014, porque a queda dos últimos três anos foi muito profunda”, analisa Adelmir Santana, presidente da Fecomércio/DF.
Até 2014, Brasília apresentava um dos maiores índices de crescimento do país. Contudo, a crise fez com que muitas lojas fechassem e a confiança dos consumidores diminuísse. “As pessoas se limitaram a comprar somente aquilo que era essencial”, completa. Para ele, a recuperação só deve acontecer a partir de 2021.
Santana destaca que passamos por uma curva ascendente, e a confiança dos consumidores só tende a crescer. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) do DF em janeiro, por exemplo, foi de 56,8 pontos, apenas 2,2% abaixo da taxa nacional. Ainda assim, mesmo estando maior que o valor registrado há um ano, quando a pesquisa detectou 41,9, houve uma diminuição em comparação a dezembro.

Fechamento de dezembro

O único segmento comercial que contou com um arrefecimento, de novembro a dezembro, foi o de ótica, com 2,84 pontos percentuais negativos. Todos os outros cresceram, com destaque para o de joalheria (38,67%), calçados (31,6%) e suprimento de informática (31,17%). Para o presidente da Fecomércio/DF, isso significa que as pessoas voltaram a se abrir para a compra de produtos de maior luxo.
Em serviços, a maior diminuição nas vendas aconteceu no segmento de atividades de condicionamento físico (-13,11%), seguido por capacitação e treinamentos (-12,23%). “As pessoas começam a cortar determinadas coisas que não são essenciais, como a academia. Dá para fazer exercicio em casa e caminhadas”, exemplifica Santana. Já os que tiveram maior aumento foram manutenção de veículos (20,67%) e pet shop (13,93%).
Entre as formas de pagamento, o cartão de crédito foi o mais utilizado nas compras durante todo o ano de 2017. Em dezembro, a modalidade respondeu por 48,26% das vendas no comércio. No setor de serviços, foi responsável por 40,06% das compras. A Pesquisa Conjuntural de Micro e Pequenas Empresas do DF é realizada mensalmente pelo Instituto Fecomércio e tem o apoio do Sebrae.

Pesquisa

Os dados foram levantados por meio da Pesquisa Conjuntural de Micro e Pequenas Empresas do DF, feita em parceria com o Sebrae. A amostra contou com a consulta de 900 empresas – 595 do comércio e 305 de serviços.

Confira a diferença no índice de vendas no comércio, de novembro para dezembro

Joalheria: 38,67%
Calçados: 31,67%
Suprimento de informática: 31,17%
Mesa e banho: 23,36%
Padaria e confeitaria: 23,9%
Bebida: 21,06%
Vestuário e acessórios: 20,87%
Minimercados, mercearias e armazéns: 20,13%
Papelaria e livraria: 18,71%
Cosmético e perfumaria: 17,79%
Artigos de armarinho, suvenires e bijuterias: 14,97%
Ferragens e ferramentas: 14,48%
Móveis: 12,48%
Auto peças e acessórios: 10,56%
Material de construção: 7,18%
Farmácia: 6,21%
Ótica: -2,84%

Setor de serviços

Manutenção de veículos: 20,67%
Pet shop: 13,93%
Cabeleireiros: 13,35%
Sonorização, fotografias e iluminação: 9,06%
Promoção de vendas: 6,73%
Atividade de contabilidade: 5,52%
Bares, restaurantes e lanchonetes: 3,13%
Manutenção e serviços em TI: 0,65%
Vidraçaria -2,97%
Organizações de feiras, congresso e festas: -10,39%
Capacitação e treinamentos: -12,23%
Atividades de condicionamento físico: -13,11%

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