Imunizante que protege contra o vírus influenza está disponível para toda a população

A Secretaria de Saúde (SES) já vacinou 792.371 pessoas contra o vírus influenza no Distrito Federal. A campanha teve início em 12 de abril apenas para os grupos prioritários, porém a procura foi baixa até o início do mês. Dos integrantes do grupo de risco, a cobertura vacinal é maior para os professores, que já formam 74,3% do público vacinado estimado. A cobertura em idosos é de 64,1%, e a de gestantes, 62,1%.

A meta da Secretaria de Saúde é imunizar ao menos 90% do grupo de risco. Com a baixa procura pelo imunizante e seguindo as orientações do Ministério da Saúde, no último dia 5, a pasta abriu a vacinação para toda população acima dos seis meses de vida, até que se esgotem os estoques do imunizante. Cem unidades básicas de saúde fazem a aplicação da vacina; confira aqui.

A vacina contra a gripe protege contra os vírus Influenza A H1N1 e H3N2 e Influenza B. É contraindicada para crianças menores de 6 meses de idade e pessoas com histórico de anafilaxia a doses anteriores apresentam contraindicação a doses subsequentes. Contudo, na maioria dos casos, as vacinas contra influenza têm um perfil de segurança excelente e são bem-toleradas.

A enfermeira da área técnica de imunização da Secretaria de Saúde Fernanda Ledes destaca que aqueles que receberam a primeira ou segunda dose da vacina contra a covid-19 devem aguardar um prazo mínimo de 14 dias para se imunizae contra a gripe. A orientação, reforça ela, é que as pessoas que são público-alvo da vacina contra o coronavírus priorizem receber esse imunizante, aguardem 14 dias e tomem a vacina contra a gripe.

Se a pessoa recebeu a vacina CoronaVac, é necessário aguardar o término do ciclo vacinal, ou seja, se vacinar contra a gripe somente 14 dias após receber a segunda dose. Caso não esteja na sua vez de vacinar contra a covid-19, a recomendação é tomar a vacina contra a influenza, esperar o intervalo mínimo e começar o esquema da vacina contra o coronavírus assim que chegar sua vez.

“Influenza é uma doença respiratória que, assim como a covid-19, também leva a internações e complicações à saúde. Então, eu reforço a necessidade de quem está no grupo elegível para vacinação que procure uma unidade de saúde e vacine-se”, indica a enfermeira.

A doença

A influenza é uma infecção respiratória aguda, causada pelos vírus A, B, C e D. O vírus A está associado a epidemias e pandemias, tem comportamento sazonal e apresenta aumento no número de casos entre as estações climáticas mais frias. O Ministério da Saúde mantém o controle da influenza no Brasil por meio da vigilância sentinela de Síndrome Gripal (SG) e de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em pacientes hospitalizados.

Essas áreas têm como objetivo principal identificar os vírus respiratórios circulantes e permitir o monitoramento da demanda de atendimento dos casos hospitalizados e óbitos. Por isso, é importante todos os anos participar da campanha.

* Com informações da Secretaria de Saúde

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