• quarta-feira , 14 novembro 2018

Surto de dengue ameaça seis regiões do Distrito Federal

Situação é pior em Sobradinho 2. Secretário atribui risco ao racionamento. Como a população está armazenando mais água, aumentou o número de criadouros

No DF inteiro, a média de imóveis infestados chega a 2,05%
(foto: Agência Brasília)

Seis regiões administrativas correm risco de ter um surto de dengue, segundo levantamento da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES/DF): Fercal, Lago Norte, Lago Sul, Park Way, Sobradinho 2 e Varjão. O estudo aponta que, nestes locais, 3,9% das casas e dos prédios vistoriados pela pasta nos dois últimos meses estão infestados de larvas de mosquitos Aedes aegypti, que transmite também zika, chikungunya e febre amarela.
No DF inteiro, a média de imóveis infestados chega a 2,05%, suficiente para colocar as autoridades de saúde em alerta. Na medição anterior, de novembro, o valor era de 0,95%. A pior situação é a de Sobradinho 2. Lá, 11,57% das casas e prédios têm larvas e mosquitos, segundo a análise da Secretaria de Saúde.
“Precisamos alertar a população de que estamos com aumento na infestação do mosquito”, avisou o secretário Humberto Fonseca. Em sete semanas, a pasta detectou 295 casos prováveis de dengue. Fora do DF, no Entorno, a secretaria observou 25 outros casos. Os números dessa série estão 23% abaixos do registrado no mesmo período do ano passado, algo comemorado pela secretaria.

Apesar da melhora, a SES/DF não esconde a preocupação com os possíveis surtos da dengue. “Se nós tivermos uma epidemia, vamos ter um grande número de pessoas procurando as unidades de saúde, o que vai demandar muito dos nossos serviços públicos”, alertou o subsecretário de Vigilância em Saúde, Marcos Quito.
Das regiões, Águas Claras, Guará, Núcleo Bandeirante, Paranoá, Riacho Fundo 1 e 2, Santa Maria, SCIA, SIA, Sudoeste e Octogonal registraram niveis satisfatórios. Ainda assim, o risco não está descartado nem mesmo nessas localidades. “São números que mudam de uma semana para outra. O alerta vale para todo o DF”, destacou o secretário Humberto Fonseca.

Racionamento piora o risco de dengue

O secretário atribuiu o maior perigo de surto às medidas tomadas pela população para evitar os efeitos da crise hídrica. O levantamento também revelou que a maior parte dos focos do mosquito são caixas d’água e outros reservatórios posicionados no mesmo nível do solo.
“É uma mudança da característica da infestação por causa do comportamento da população com a crise hídrica”, explicou Humberto Fonseca. No entanto, em Sobradinho 2, onde houve mais casos, os focos estavam presentes com maior frequência no lixo. “Acionamos o Serviço de Limpeza Urbano (SLU) para intensificar as ações de coleta na região”, afirmou.

‘Dengômetro’ medirá o nível de alerta

A Secretaria de Saúde aproveitou o anúncio do levantamento para apresentar o ‘Dengômetro’. O mecanismo informará a população o tamanho da gravidade e dos riscos da dengue para a população do DF.
A escala vai de 0 a 4 e, por enquanto, será atualizada mês a mês. Nos valores mais baixos, há apenas o risco de surto. Por isso, o DF está no nível 1 neste momento. Quando casos começam a ser notificados, o ‘Dengômetro’ pode atingir o valor 4, classificado como emergência pela Secretaria de Saúde.

Confira lista completa das regiões e da classificação por risco de surto

Veja o percentual de imóveis com infestação de mosquitos da dengue avaliados pela Secretaria de Saúde:

Risco de surto

1- Sobradinho 2 (11,57%);
2- Lago Norte (6,22%);
3- Fercal (4,68%);
4- Park Way (4,4%);
5- Lago Sul (4,19%)
6- Varjão (4,15%).

Alerta

 
7- Planaltina (3,77%);
8- Brazlândia (2,98%);
9- Gama (2,82%);
10- Itapoã (2,68%)
11- Vicente Pires (2,57%);
12- Sobradinho 1 (2,56%);
13- Brasília (2,38%);
14- São Sebastião (2,32%);
15- Recanto das Emas (2,2%);
16- Jardim Botânico (2,08%);
17- Ceilândia (1,52%);
18- Cruzeiro (1,34%);
18- Samambaia (1,34%).

Satisfatório

20- Riacho Fundo 1 (0,93%);
21- Núcleo Bandeirante (0,78%);
22- Taguatinga (0,64%);
23- Santa Maria (0,5%);
24- Riacho Fundo 2 (0,45%);
25- Sudoeste/Octogonal (0,43%);
26- Paranoá (0,41%);
27- Guará (0,23%);
28- Candangolândia (0,05%);
29- Águas Claras, SCIA/Estrutural e SIA (0%).

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