• quarta-feira , 14 novembro 2018

Seus dados armazenados no iCloud podem estar na nuvem do Google, confirma Apple

(Foto: reprodução/Technobuffalo)

Se você usa o iCloud, você pode até não saber, mas os arquivos, fotos e vídeos que você armazena nele podem estar em um servidor do Google. A empresa da maçã confirmou isso recentemente com o lançamento da versão de 2018 do seu Guia de Segurança do iOS (pdf), um documento que a empresa divulga anualmente. 

Na página 53 do guia, na parte referente ao iCloud, a Apple diz o seguinte: “os pedaços criptografados de dados são armazenados, sem qualquer informação capaz de identificar o usuário, em serviços de armazenamento de terceiros, como o [Amazon] S3 e a Google Cloud Platform”. Segundo a CNBC, versões anteriores do documento listavam também o serviço de armazenamento na nuvem “Azure”, da Microsoft.

Desde março de 2016, já havia informações de que a Apple usava serviços de armazenamento do Google para atender aos clientes do iCloud. O documento, no entanto, não deixa claro quais tipos de arquivos são armazenados em cada serviço, tampouco especifica a data a partir da qual a Apple começou a usar a nuvem do Google.

Privacidade

Como os arquivos do iCloud são armazenados de maneira criptografada, o uso da plataforma de nuvem do Google não representa nenhum risco à segurança das informações dos usuários da Apple. Isso só aconteceria se as próprias chaves de criptografia dos arquivos fossem armazenadas junto com eles; a Apple dá a entender que esse não é o caso.

“As chaves e os metadados dos arquivos são armazenados pela Apple na conta do iCloud do usuário”, diz o documento. Isso sugere – embora não chegue a confirmar – que a chave fica gravada diretamente em máquinas da própria empresa. Mas vale notar também que é pouco provável que a empresa deixe as chaves de criptografia junto com os arquivos – seria como trancar uma porta e deixar a chave do lado.

Mas é um assunto importante de se discutir, pois recentemente a empresa confirmou que transferiu as chaves de criptografia de seus usuários chineses para data centers na própria China; antes, elas ficavam nos EUA. Essa medida foi feita, segundo a empresa, para se adequar a uma nova legislação chinesa. No entanto, de acordo com a Reuters, ela gerou preocupação entre ativistas, pois facilita que o governo chinês tenha acesso a dados privados de seus cidadãos.

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