• quarta-feira , 21 Fevereiro 2018

Seis hospitais públicos do DF ainda usam caldeiras a óleo para aquecer água

Secretaria de Saúde promete substituir equipamentos de Taguatinga até o fim do mês; para os outros, não há prazo. Nesta semana, GDF foi condenado por vazamento de óleo no Lago Paranoá.

Justiça determina substituição da caldeira do Hran

O aquecimento de água por meio de caldeiras a óleo ainda é utilizado em seis unidades de saúde de Brasília – no Hospital de Base e nos hospitais regionais do Gama, de Planaltina, do Paranoá, de Santa Maria e de Taguatinga.

As caldeiras do Hospital Regional de Taguatinga serão substituídas por equipamentos elétricos até o fim deste mês, segundo a Secretaria de Saúde do DF. A pasta não deu prazo para a troca dos outros. A promessa de substituição em três desses hospitais foi feita em outubro de 2013.

Vazamento de óleo no Lago Paranoá, em 2013 (Foto: TV Globo/Reprodução)

Uma decisão judicial publicada nesta quarta-feira (24) obrigou a Justiça a reparar danos ambientais causados por um vazamento de óleo das caldeiras no Lago Paranoá.

O caso ocorreu em 2013, quando o óleo das caldeiras do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) escorreu para a rede de águas pluviais e, assim, foi parar no espelho d’água. O material provocou a morte de peixes e sujou parte da vegetação das margens.

Caldeira desativada no subsolo do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) (Foto: TV Globo/Reprodução)

A decisão também obrigou o GDF a substituir todas as caldeiras do Hran em até 60 dias, mas a troca já havia sido feita em outubro. A estrutura consumia 15 mil litros de óleo por mês. O governo ainda pode recorrer da decisão.

“Não se pode esquecer que o Lago Paranoá é uma das fontes de abastecimento [de Brasília] desde janeiro. Então, se o Estado não se precaver, esses episódios podem acontecer novamente”, afirma o promotor de Justiça Roberto Carlos Batista.

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