• segunda-feira , 18 fevereiro 2019

Secretarias do GDF têm 7 dias para calcular rombo nas contas públicas

O prazo do decreto de Ibaneis Rocha acaba no dia 21. A expectativa é de que o déficit seja bilionário

Brasília(DF), 14/09/2015 – Palácio do Buriti iluminado de amarelo – Foto: Daniel Ferreira/Metrópoles

Os órgãos da administração direta, autárquica e fundacional, inclusive as empresas estatais dependentes do Tesouro local, têm até 21 de janeiro para apresentar um levantamento de todas as despesas de exercícios anteriores. O GDF já estima rombo bilionário, começando com pelo menos R$ 1 bilhão de dívidas na saúde.

O demonstrativo elaborado pelas equipes vai balizar ações cruciais para a gestão do chefe do Executivo local, Ibaneis Rocha (MDB), como a concessão da terceira parcela do reajuste a 32 categorias de servidores públicos e a paridade da Polícia Civil.

Somente essas duas medidas terão impacto no orçamento, considerando o Tesouro e o Fundo Constitucional, de quase R$ 2,2 bilhões por ano, em estimativas iniciais. Seriam cerca de R$ 600 milhões para a isonomia dos salários da PCDF com os da Polícia Federal e R$ 1,6 bilhão para o reajuste dos servidores.

Lançado em 7 de janeiro, o Decreto nº 39.618 determinou a realização do estudo, que será encaminhado à Secretaria de Fazenda, Planejamento, Orçamento e Gestão em prazo máximo de 10 dias úteis.

“Só depois de saber as dívidas é que posso voltar a analisar alguns assuntos”, afirmou o governador Ibaneis Rocha (MDB). Ele ainda completou: “Só posso tratar do reajuste depois disso.”

Durante o lançamento do programa SOS Segurança, na sexta-feira (11/1), o secretário de Fazenda, Planejamento, Orçamento e Gestão, André Clemente, voltou a falar sobre a importância de conhecer a real situação do DF. “Será uma dívida na casa dos bilhões. Isso já sabíamos na transição. Agora, precisamos dos dados até para projetar crescimento e saber quanto vamos conseguir economizar este ano”, ressaltou.

As metas de economia se somam entre corte de comissionados, redução no uso de carros oficiais e  tesourada de até 25% nos contratos que não têm data estipulada para serem encerrados. “Temos R$ 16 bilhões em contratos no âmbito do DF, precisamos conhecer cada um. Precisamos saber as contas em aberto”, concluiu Clemente.

A semana será de muito trabalho para o Executivo. Além de ter que reunir os dados solicitados pelo governador Ibaneis Rocha, os chefes de algumas pastas precisam concluir projetos, montar a estrutura de suas secretarias e selecionar funcionários, entre outros. Fonte: Portal Metropoles

 

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