• quinta-feira , 13 dezembro 2018

PT e PSDB seguem sem achar nome de consenso na disputa pelo Buriti

Duas das maiores legendas do DF tentam apaziguar as brigas internas e construir saída com nome de consenso nas militâncias

PSDB/DIVULGAÇÃO

Duas das maiores legendas do Distrito Federal em número de filiados, o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) ainda sofrem com disputas internas para decidir os nomes que encabeçarão a chapa majoritária local. Diferente de outras tradicionais agremiações, as quais já possuem os rumos das eleições de outubro mais claros, petistas e tucanos ainda tentam construir unidade interna.

As duas legendas passam por dificuldades ao tentar encontrar uma solução com chances de vitória e, ao mesmo tempo, engajar a militância no período eleitoral. No PT, pelo menos três nomes tendem a disputar a concorrida cadeira de candidato oficial ao Palácio do Buriti. Já no PSDB, o atual presidente, deputado Izalci Lucas, sofre grande resistência no ninho para oficializar o próprio nome nessa corrida.

Entre os petistas, a deputada federal Erika Kokay – presidente regional da sigla – protela uma definição e usa o discurso de que “no momento certo o partido lançará o nome de consenso para unir a militância”. No entanto, as pressões não param de aumentar. Nesse domingo (11/3), um manifesto foi assinado por várias correntes do PT-DF pedindo a recolocação da diretora do Sindicato dos Professores, Rosilene Correa, no rol dos nomes “candidatáveis”. “O manifesto é legítimo e a professora Rosilene honra muito o PT e corresponde com as discussões que estão sendo feitas no partido”, amenizou Kokay.

Até então, apenas o sindicalista Afonso Magalhães confirmou a participação nas prévias. Uma corrente interna, contudo, defende a candidatura do ex-ministro Ricardo Berzoini ao GDF. Caso o manifesto desse domingo (11) tenha resultado prático, o número de possíveis concorrentes na eleição interna subirá para três.

Sobre a demora para sinalizar possíveis alianças e o afastamento de tradicionais aliados – o PSol e o PCdoB já começam a definir distanciamento do PT –, Erika Kokay minimiza os possíveis impactos, inclusive o isolamento do partido. “Estamos sempre abertos a construções. Só não vamos nos submeter a qualquer tipo de aliança apenas por conveniência eleitoral”, rebateu.

Tucanos não se bicam
O PSDB-DF também passa por uma crise interna e, inclusive, de identidade política. Parte liderada pelo atual presidente regional do partido, Izalci Lucas, tenta se afastar totalmente do governador Rodrigo Rollemberg (PSB). Oficialmente, o partido é oposição ao governo, mas vários militantes da sigla ocupam cargos na atual gestão, como é o caso da ex-governadora Maria de Lourdes Abadia, nomeada secretária de Projetos Estratégicos do GDF.

“Foi o Alckmin que me pediu para apoiar o Rollemberg. Eu não bati na porta do Rodrigo. Foi uma construção da nacional do partido. Estou aqui com toda o respaldo do Geraldo, meu amigo pessoal”, garante a Abadia, após Izalci a enquadrá-la como traidora da sigla.

Izalci Lucas acusa Rollemberg de trabalhar para desconstruir a união do partido e dificultar a possível candidatura do tucano ao Palácio do Buriti. “Esse é o jogo dele [Rodrigo Rollemberg]. Fez isso com o PSDB, fez com o Pros e agora tem feito com o Partido Popular Socialista (PPS)”, aponta. Recentemente, o governador visitou o presidente nacional da sigla para analisar cenários eleitorais, mas negou ter pedido apoio da agremiação para a tentativa de se reeleger.

Terça decisiva
Com forte resistência inclusive para permanecer no comando do ninho tucano, Izalci Lucas terá nesta terça-feira (13/3) a sinalização da Executiva Nacional da sigla sobre seu futuro: está nas mãos do presidente nacional do PSDB, Geraldo Alckmin, a decisão acerca do correligionário. Será o governador de São Paulo que escolherá se o partido deve seguir oficialmente com Rodrigo Rollemberg e deixar o caminho aberto a candidaturas próprias.

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