• quarta-feira , 20 fevereiro 2019

Portabilidade atinge recorde no DF; clientes trocaram de operadora 211 mil vezes em 2018

Maior parte mudou de empresa de celular. Desde 2009, foram 1,79 milhão de transferências.

Celular — Foto: Russel Boyce/Reuters

O Distrito Federal fechou o ano de 2018 com um recorde na quantidade de trocas de operadoras de telefonia. Foram 211,81 mil operações de portabilidade em todo o ano passado. Esse foi maior número desde 2009, quando a medida foi implementada.

Desse total, a maioria é referente a mudança de operadora de celular: 149,76 mil (71% dos pedidos de portabilidade). Quanto aos telefones fixos, foram 62,04 mil (29%) pedidos de troca de operadora.

Desde que a portabilidade existe, os brasilienses mudaram de empresa de telefonia 1,79 milhão de vezes. Dessas, 852,96 mil (47,5%) para usuários de telefones fixos e 942,59 mil (52,5%) de telefones móveis.

Em todo o país, desde 2009, foram 47,51 milhões de trocas de operadora: 33% de telefone fixo e 67% de celulares.

Os números são da Associação Brasileira de Recursos em Telecomunicações (ABR Telecom), que administra a portabilidade numérica.

Regras

A portabilidade numérica é feita de graça, mas sempre dentro do mesmo serviço. Ou seja, de móvel para móvel ou fixo para fixo, e na área de alcance do mesmo DDD.

A partir do momento em que o usuário solicita a transferência, a efetivação ocorre em três dias úteis ou após esta data, quando o usuário quiser agendar.

Caso o usuário desista da migração e decida permanecer na operadora que presta o serviço, ele tem dois dias úteis, após a solicitação de transferência, para suspender o processo de migração em andamento.

Para a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), “cada consumidor tem um entendimento particular sobre o quanto está disposto a pagar a mais por uma melhor qualidade” e, por isso, é importante haver “existência de diversidade de ofertas pelas prestadoras”.

“As ofertas disponibilizadas pelas prestadoras no passado privilegiavam os serviços dentro da própria rede, ou seja os preços cobrados pelas chamadas para consumidores da mesma prestadora eram menores que os cobrados para chamadas para consumidores de outra prestadora. Atualmente verifica-se que as ofertas já não fazem este tipo de distinção de preço.”

Passo a passo

  • Dirigir-se à operadora para onde quer migrar
  • Informar o nome completo
  • Comprovar a titularidade da linha telefônica
  • Informar o número do documento de identidade
  • Informar o número do registro no cadastro do Ministério da Fazenda, no caso de pessoa jurídica
  • Informar o endereço completo do assinante do serviço
  • Informar o código de acesso
  • Informar o nome da operadora de onde está saindo. Fonte: G1

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