• quarta-feira , 14 novembro 2018

Policiais civis do DF fazem paralisação de 3 dias para cobrar reajuste

No período, só são registradas ocorrências consideradas graves, como homicídio, latrocínio e estupro.

Fachada da sede da Polícia Civil do DF (Foto: TV Globo/Reprodução)

Policiais civis do Distrito Federal começaram às 8h desta quarta-feira (21) uma paralisação de 72 horas. A mobilização interrompe o registro de flagrantes e, como consequência, trava investigações. No período, só são registradas em delegacias as ocorrências consideradas graves, como homicídio, latrocínio e estupro.

O Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol) atribuiu o protesto à falta de avanço nas negociações salariais com o governo por se negar “a apresentar proposta de recomposição das perdas, que já chegam a 50% dos salários”.

Além das investigações, também ocorrem de forma mais restrita as intimações, o protocolo de documentos e as diligências (operações).

Entenda

Desde 2016, os policiais civis pedem equiparação de reajuste com a Polícia Federal – beneficiada com 37% de aumento, parcelados em três anos. Para reivindicar o reajuste, os policiais recorrem a operação padrão e outras mobilizações.

A corporação tem cerca de 4,5 mil servidores – número inferior ao exigido por uma lei distrital de 1993, que determinava 5.940 para a então população, de 1,6 milhão. O salário inicial da categoria é de R$ 7,5 mil. Os policiais afirmam ter perdido 50% do salário para a inflação e cobram a normatização das licenças prêmio e capacitação.

Desde que assumiu o comando do Executivo local, em 2015, Rollemberg nega conceder reajuste a servidores do governo.

 

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