• terça-feira , 20 Fevereiro 2018

Polícia do DF indicia administrador de Águas Claras por falsidade ideológica

Segundo investigações, ele teria emitido documento com informações falsas em favor de um bar para evitar autuação da Agefis. No fim da tarde, Manoel Valdeci pediu exoneração, diz Buriti.

Centro de Águas Claras, em Brasília (Foto: Letícia Carvalho/G1)

A Polícia Civil do Distrito Federal indiciou o administrador regional de Águas Claras, Manoel Valdeci Machado Elias, pelo crime de falsidade ideológica. Segundo as investigações, o gestor teria emitido um documento com informações falsas, autorizando a dona de um bar da região a “vetar” ações de fiscalização da Agefis.

Em nota, a polícia apontou que o gestor, em setembro de 2017, determinou a criação de um documento público em favor de um comércio, “inserindo nele falsa declaração para que referido estabelecimento se eximisse de ser autuado em possível fiscalização realizada pela Agefis, mediante a exibição do aludido documento”.

Manoel Valdeci Machado Elias assumiu a gestão da administração em novembro de 2015, após a saída da arquiteta Patrícia Veiga Fleury. Ele já tinha sido nomeado administrador de Águas Claras em 2006, durante o governo de Maria de Lourdes Abadia (PSDB).

Administrador de Águas Claras, Manoel Valdeci Machado Elias (em pé) (Foto: Renato Araújo/Agência Brasília)

O caso começou a ser apurado após um bate-boca no estabelecimentoem 16 de setembro do ano passado. O comércio havia colocado mesas e cadeiras na calçada, o que motivou uma operação da Agefis no local. Os servidores teriam pedido que a calçada fosse liberada, o que não ocorreu.

Na época, a responsável pelo estabelecimento informou que há dois meses tentava pagar uma taxa para usar a área pública, mas o sistema da Secretaria de Fazenda não estaria funcionando para emitir o boleto.

De acordo com a comerciante, a administração regional disse que apenas a notificaria e que ela teria 30 dias para regularizar a situação. Por isso, resolveu colocar as mesas na área fora do bar.

A mulher foi multada em R$ 1.785 pela Agefis e afirmou que teve uma funcionária agredida. A Polícia Civil afirmou que a mesma servidora teria danificado uma van da agência.

Quando o caso veio à tona, a Administração Regional de Águas Claras não retornou o contato feito pela reportagem.

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