• quinta-feira , 14 dezembro 2017

Passe Livre: em 15 dias, só 6% das pessoas com deficiência atualizaram cadastro

Processo é feito apenas pelo site do Bilhete Único. Após dia 15 de dezembro, cartão pode ser bloqueado.

Pessoas esperam ônibus do Entorno em rodoviária do DF (Foto: Tony Winston/Agência Brasília

Em 15 dias de prazo, apenas 3.984 pessoas das 65 mil com cartões ativos do Passe Livre para pessoas com deficiência no Distrito Federal fizeram o recadastramento, informou nesta sexta-feira (1º) o DFTrans. Ou seja, só 6% do público atualizou o cadastro. O processo é feito apenas pelo site do Bilhete Único e vai até 15 de dezembro.

Segundo o DFTrans, o recadastramento pode ser feito a qualquer momento. No entanto, depois do dia 15 de dezembro, o cartão pode ser suspenso.

Para atualizar o cadastro, é preciso enviar laudo médico, RG, CPF, comprovante de renda e comprovante de residência.

Pendências podem ser resolvidas no posto da Coordenação de Promoção de Direitos de Pessoas com Deficiência, na estação do Metrô da 112 Sul e nos pontos de atendimento da Defensoria Pública.

Os beneficiados são pessoas com deficiência física, sensorial ou mental, pessoas com insuficiência renal e cardíaca crônica, portadores de câncer, pessoas com vírus HIV, pessoas com anemias congênitas (falciforme e talassemia) e coagulatórias congênitas (hemofilia).

Veja como funciona a atualização do castro de deficientes no Bilhete Único no DF (Foto: Agência Brasília/Divulgação)

Quando anunciou o recadastramento, o secretário de Mobilidade, Fábio Damasceno, disse que as mudanças permitirão eliminar fraudes. Quem já tem o cartão original e comprovar a validade dele poderá continuar usando o cartão. Os beneficiários e os acompanhantes têm direito a oito viagens por dia cada um.

“Esse cartão tem muitas viagens por dia, então ele é usado por muitos fraudadores. Além disso, estamos incluindo a biometria facial. Então vamos precisar das imagens dos deficientes. Com as fotos das pessoas a gente vai estar eliminando muitas fraudes no DF”, declarou.

A expectativa do GDF é reduzir em 20 mil o número de beneficiários após a atualização. Atualmente, o custo da gratuidade com deficientes é de R$ 100 milhões, afirma o governo.

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