• quinta-feira , 14 dezembro 2017

Nove estreias de cinema invadem o circuito exibidor de Brasília

Do suspense Boneco de Neve à comédia Pai em dose dupla 2, a variedade de títulos é imensa e traz animê e filmes nacionais e dominicanos

 

Boneco de Neve é suspense com Michael Fassbender

 

Roteirista e diretor de filmes como Quero matar meu chefe 2 (2014), Sean Anders conquistou o topo da carreira com a renda de US$ 243 milhões alcançados por Pai em  dose dupla. O sucesso rendeu filme derivado, que, numa entressafra de blockbusters que inclui fitas como Thor e Liga da Justiça, ocupa posto de destaque entre os lançamentos da semana.

Passados dois anos desde a exibição de Pai em dose dupla, o diretor Anders aposta numa complicação que lembra as tramoias de encontros e desencontros de comédias ancoradas por famílias, como visto em Entrando numa fria maior ainda (2004). Na bagagem, o autor do roteiro traz experiências com Jason Bateman, Adam Sandler e Jim Carrey.
Agora, com Pai em dose dupla 2, Mel Gibson e John Lithgow (Dexter) reforçam o elenco da comédia encabeçada por Will Ferrell (com apenas um filme de renda superior a Pai em dose dupla — Elf) e Mark Wahlberg (de Transformers). Na trama, Brad (Ferrell) e Dusty (Wahlberg) interpretam ex-concorrentes pelo amor de Sara (Linda Cordellini). Na verdade, quem levou a melhor foi Brad, que soube inclusive encantar os filhos de Dusty (primeiro marido de Sara). Com a proximidade do Natal, pais e enteados apregoam uma temporada de harmonia ameaçada apenas pela presença do ranzinza avô Kurt (Mel Gibson),incapaz de absorver valores modernos de novos moldes familiares.
O contrapeso à inflexibilidade de Kurt está em personagens como os da brasileira Alessandra Ambrosio (007 — Casino Royale) de John Lithgow, pai de Brad, hiperdelicado avô das crianças, repleto de ideias progressistas.
Capacidade criativa
Também com muitas bandeiras de arejamento na sociedade, o ex-político Fernando Gabeira tem a vida enfocada pelo cinema, na visão do diretor Moacyr Góes. Entre entrevistados como Nelson Mota e a famosa prima de Gabeira, Leda Nagle, um abrangente painel de ideas é traçado. Outra personalidade de peso na literatura, Lygia Fagundes Telles tem vida e  feitos revisitados em Lygia, uma escritora brasileira, assinado por Hélio Goldsztejn, e que também entra em cartaz.
OUTRAS ESTREIAS
Não devore meu coração
Exibido nos festivais de Sundance e de Berlim, o mais recente filme de Felipe Bragança trata dos reflexos de questões históricas entre Brasil e Paraguai, na sociedade contemporânea. Baseado em escritos de Joca Reiners Terron, o longa conta, no elenco, com o astro Cauã Reymond, além de Ney Matogrosso, Cláudia Assunção, Eduardo Macedo e a jovem Adeli Benitez.

A vilã é um drama recheado de ação

A vilã
Dez anos depois de intenso empenho numa vida de crimes, a protagonista do longa, Sook-hee, alcança a aposentadoria. A segunda chance é dada pelo governo, que pretende vê-la como agente secreta. Atendendo pelo novo nome de Chae, a moça tem criada a identidade de uma atriz de teatro. Entretanto,  as mudanças não asseguram o esquecimento do passado, porque ela passa a ser perseguida por dois homens misteriosos.
Por que vivemos?
Com direção de Hideaki Oba, a animação japonesa está centrada na busca pelas origens do budismo. Grávida, a mulher de um camponês impaciente tem as crenças colocadas à prova. Uma fatalidade que envolve os familiares trará uma nova perspectiva de vida para o protagonista, inclinado a aceitar seitas difundidas em meio à lenta dinâmica do Japão feudal.
Boneco de neve
Há cinco anos, o diretor sueco Thomas Alfredson reafirmou, com O espião que sabia demais, o talento visto em Deixe ela entrar (2008). O filme de espiões concorreu, àquela época, a três prêmios Oscar. No novo filme, ambientado em clima extremamente frio, um detetive tenta encontrar o fio da meada que explique o desaparecimento de uma moça.

A vilã é um drama recheado de ação

Lola Pater  
Drama conduzido por Nadir Moknéche é estrelado pela diva francesa Fanny Ardant.
2ª Mostra do Novo Cinema Dominicano
Carpinteiros
Com abertura, hoje, às 20h30, no Cine Brasília (EQS 106/107), haverá mostra com nove filmes da República Dominicana, em franco crescimento. Na sessão de hoje, a mostra com caráter gratuito exibirá o longa Carpinteiros, de José Maria Cabral. Concorrente a uma pré-vaga na disputa do Oscar de melhor filme estrangeiro, o filme é concentrado numa história de amor transcorrida dentro de uma prisão. A programação prossegue até domingo, também com sessões no Instituto Cervantes, durante o fim de semana.

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