• terça-feira , 12 dezembro 2017

Mulher é atacada a marteladas no DF e agressor, espancado por estudantes

Corretora de imóveis foi agredida durante visita a apartamento na Asa Sul. Após fugir, mulher foi perseguida por agressor na rua e socorrida por jovens de escola pública próxima ao local.

Martelo, alicate e fitas adesivas apreendidos pela Polícia Militar do DF junto a homem que agrediu corretora de imóveis (Foto: Polícia Militar/Divulgação)

Uma corretora de imóveis de 37 anos foi agredida a marteladas por um susposto cliente após apresentar um apartamento na 412 Sul, em Brasília, na tarde desta quinta-feira (23). Segundo a Polícia Militar, a vítima foi atingida com um golpe na cabeça e só conseguiu fugir porque havia deixado a porta aberta.

“A visita foi agendada e ela disse que, chegando lá, o suspeito já estava aguardando na porta. Ela ficou meio desconfiada e deixou a porta aberta, que geralmente fecha. Quando se distraiu um pouco e virou de costas, ele deu o golpe na cabeça.”

Ainda de acordo com a PM, o agressor deu outras duas marteladas, mas, na terceira, a mulher conseguiu desviar e se defender com o cotovelo. De acordo com a Polícia Civil, o homem disse que “não sabe por qual motivo decidiu agredir a corretora com um martelo”.

A mulher fugiu correndo e deixou o prédio gritando por socorro, ao que foi seguida pelo agressor. Já na rua, ele foi perseguido e espancado por estudantes da escola pública Setor Leste, que fica na via L2. Os jovens acionaram a polícia e os bombeiros, que prestaram os primeiros socorros à mulher. Segundo a PM, “ao que tudo indica” ela não conhecia o homem.

A PM informou, ainda, que os dois foram levados ao Hospital de Base antes de prestar depoimento na 1ª DP, na Asa Sul. A mulher levou pontos na cabeça e estava com suspeita de fratura no cotovelo. O homem teve algumas luxações.

O caso foi registrado como tentativa de homícidio, cuja pena varia de 6 a 20 anos de prisão. Junto ao agressor, a polícia apreendeu, além do martelo, um alicate e duas fitas adesivas que não foram usadas durante o crime. À Polícia Civil, o homem disse que “sempre anda com ferramentas, porque também é corretor de imóveis e as utiliza para fixar faixas com anúncio”.

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