Força-tarefa fez vistoria no estádio durante o jogo entre Flamengo e Defensa y Justicia. Organizadores e público cumpriram apenas em parte os protocolos sanitários

Um total de 5.518 pessoas estiveram presentes no jogo –

Representantes da força-tarefa de enfrentamento à covid-19 do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) estiveram no Estádio Nacional Mané Garrincha, na quarta-feira (23/7), durante o jogo entre Flamengo e Defensa y Justicia, pela Copa Libertadores da América. Durante a inspeção, os representante verificaram que organizadores e público cumpriram apenas em parte os protocolos sanitários estabelecidos em decreto, assim como a recomendação expedida pelo MPDFT com orientações para a partida.

O jogo foi o primeiro com público após a fase mais crítica da pandemia no DF. De acordo com o decreto, seria necessário manter o uso de máscaras, distanciamento e outras regras dentro do estádio, que operava com 25% da capacidade total.

Porém, segundo o ministério, um número expressivo de torcedores estava sem máscara facial ou utilizando a proteção de forma inadequada. Também foram observadas aglomerações de torcedores na entrada e na saída do estádio, com diversos casos de desrespeito ao distanciamento mínimo de 1,5m. Além disso, a força-tarefa considera que faltaram orientação e medidas restritivas para evitar aglomerações em filas e mesas dos locais de venda de bebidas dentro do estádio.

Para os representantes do MPDFT, o número de brigadistas e outros funcionários responsáveis pela segurança privada foi considerado aceitável, mas, como observado durante a inspeção, não teria sido suficiente caso o total de 18 mil ingressos disponíveis tivesse sido vendido. O público pagante, segundo a organização do evento, foi de 5.518 pessoas. “A partir do que foi observado, reforçamos a posição do Ministério Público, feita anteriormente ao governo local, de que o limite de público deveria ser de até 10% da capacidade”, pondera o promotor de Justiça Bruno Vergini, que participou da fiscalização.

Após a vistoria, o MPDFT requisitou que o DF Legal e a Diretoria de Vigilância da Secretaria de Saúde informem o resultado da fiscalização realizada pelos dois órgãos. “A força-tarefa exigirá dos organizadores, do público e dos órgãos governamentais responsáveis ajustes e reforço na fiscalização para aprimoramento das medidas de proteção sanitária”, afirma o coordenador da força-tarefa, Eduardo Sabo. “A pandemia ainda está em curso e a taxa de transmissão no Distrito Federal ainda é alta, além do fato de que há, nesse momento, ampliação do risco de contaminação com a descoberta de novas variantes do coronavírus no país”, adverte Sabo.

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