• terça-feira , 21 novembro 2017

MP aciona Justiça do DF contra Sandra Faraj por embolsar verba indenizatória

Distrital é acusada de ter embolsado verba indenizatória no valor que deveria ter sido usada para pagar empresa de publicidade. Assessoria diz que deputada não foi notificada.

Deputada Sandra Faraj (SD)

Deputada Sandra Faraj (SD)

A deputada distrital Sandra Faraj (SD) é acusada pelo Ministério Público do Distrito Federal de usar, em benefício próprio, verba indenizatória destinada a pagar serviços prestados pela empresa de publicidade Netpub. A assessoria da distrital informou que ela ainda não foi notificada.

A ação de improbidade foi levada à Justiça na última quarta-feira (11) e pede o pagamento de multa de R$ 426 mil, de indenização por danos morais de R$ 142 mil e o bloqueio de bens da distrital do mesmo valor, R$ 142 mil.

O MP agumenta que Sandra Faraj “se valeu do cargo que ocupava para auferir vantagem patrimonial indevida” e que a “falta de honestidade e a deslealdade para com as relevantes funções que lhe foram atribuídas” justificam a suspensão dos direitos políticos por oito anos e a proibição de contratação com o poder público por cinco anos.

Notas fiscais

Sandra Faraj também responde a um processo criminal pelo mesmo motivo. De acordo com o MP, o contrato com a Netpub foi firmado em 2015 por R$ 174 mil para fornecer serviços de publicidade e informática, mas Sandra teria pago apenas R$ 31.860 até hoje.

“Os serviços foram prestados e as notas fiscais emitidas, mas a empresa não recebeu o valor acertado”, informou o Ministério Público. Mesmo assim, a distrital foi “reembolsada” pela verba indenizatória da Câmara Legislativa.

O caso começou a ser investigado em abril, quando o MP deflagrou a operação Heméra, que também tinha como alvo o irmão da distrital, Fadi Faraj, e servidores comissionados no gabinete de Sandra.

As investigações recaiam sobre os crimes de corrupção, falsidade ideológica, uso de documento falso e coação de testemunhas. Sandra e Fadi Faraj eram suspeitos de fraudar notas fiscais e assinaturas para serem reembolsados pelas verbas indenizatórias.

Veja Também