• quinta-feira , 14 dezembro 2017

Mostra oferece contação de histórias ao ar livre no Museu da República no DF

2ª Mostra Nacional de Contadores de Histórias convida profissionais de quatro estados, além do DF, para contar histórias infantis. Evento é gratuito e começa às 16h de sábado (25).

Contação de histórias para crianças com deficiência visual ou auditiva (Foto: Ricardo Miyada/Divulgação)

O primeiro contato das crianças com a literatura está na narração das histórias escritas que não são assimiladas por quem ainda não sabe escrever o próprio nome. O encantamento provocado pelo contador, que dá vida às palavras com a emoção da voz, uso de figurino e brinquedos, é o que a 2ª Mostra Nacional de Contadores de História quer trazer a Brasília neste fim de semana.

No sábado (25), profissionais de Minas Gerais, Amapá, Goiás, São Paulo e do DF se apresentam no anexo do Museu Nacional da República a partir das 16h. Para quem tiver interesse em contar histórias, a mostra oferece seis oficinas por R$ 45 (veja lista ao final da reportagem).

“O contador de histórias precisa ter fé para fazer com que o outro, criança, jovem, adulto, idoso, acredite naquilo que ele está contando”, disse Reis, contador há 20 anos. Para Cristina, contar histórias é um ato de amor. “A gente procura atrair pelo encantamento e contar histórias é um ato de amor, de doação. Quem não gosta de receber amor?”.

A contadora vai ministrar uma oficina de danças africanas e indígenas para “suprir a carência” das brincadeiras que têm essas origens. Segundo ela, as mais conhecidas no Brasil, como “Ciranda cirandinha” e “Terezinha de Jesus” têm origem portuguesa.

“Nós, enquanto Brasil, recebemos outras influências e precisamos dar vez e voz pra essa riqueza que nos constituí.”

Além de aproximar as crianças das tradições culturais que são raízes do páis, as brincadeiras são um momento de “humanização”, segundo a contadora. “É um momento que você pega na mão de um e na mão de outro, porque são brincadeiras feitas em círculo, e não existe hierarquia, somos todos iguais.”

Oficinas

Local: Bookafé (607 Sul)
Hora: Das 9h às 12h e das 14h às 17h
Preço: R$ 45 (uma) e R$ 80 (duas)

Construção de personagens do livro: A saia mágica de Alice
Com Leda Gonzaga
Vagas: 20 por turma

Vivências pra contadores de histórias e jogos de interpretação
Com Joca Monteiro
Vagas: 40 por turma

Memória musical: A música complementa ou constrói uma história
Com Edvânia Braz
Vagas: 20 por turma

Brincadeiras cantadas africanas e indígenas
Com Cristina Leite
Vagas: 40 por turma

Memórias do Brincar Sapituca no quintal
Com Marlene Freitas
Vagas: 20 por turma

Literatura de Cordel: Fonte e escoadouro da oralidade
Com Andrea Sousa
Vagas: 20 por turma

Veja Também