• segunda-feira , 22 outubro 2018

‘Máfia dos concursos’: Justiça do DF mantém prisão de acusados de fraudar provas

Defesa queria prisão domiciliar, mas juiz negou. Magistrado entendeu que soltura do grupo poderia prejudicar investigações, já que parte das testemunhas não foi ouvida.

Sede do Tribunal de Justiça em Águas Claras, no DF (Foto: Renato Araújo/Agência Brasília)

A Justiça decidiu manter presos por tempo indeterminado quatro acusados de integrarem a “máfia dos concursos” no Distrito Federal. Durante audiência nesta segunda-feira (18), o juiz Gilmar Rodrigues da Silva, da Vara Criminal de Águas Claras, negou o pedido dos advogados de autorizar a prisão domiciliar dos suspeitos.

No entendimento do magistrado, o grupo deve continuar detido porque há ainda falta ouvir outras testemunhas. Por isso, considerou que existe o perigo de que eles pudessem atrapalhar as investigações se fossem soltos. Assim, preferiu manter a prisão preventiva dos quatro.

“Isto porque, como se sabe, o crime de organização criminosa ocorre quase que como regra na retaguarda. É o que se chama de ‘crime de escritório’. Nestas circunstâncias, seria inócua eventual prisão domiciliar dos acusados, pois isso em nada atrapalharia a atuação dos acusados”, declarou o juiz Gilmar Rodrigues da Silva.

As defesas tinham apresentado como argumento uma orientação da Corregedoria do Tribunal de Justiça do DF de que o processo criminal não deve ultrapassar o prazo de 148 dias. Como os acusados estão detidos há mais de 120 dias, eles alegam que esse limite vai ser “estourado” durante o recesso de fim de ano.

“Acontece que tal prazo ainda não se completou. E ainda que já houvesse o transcurso de tal prazo, ainda assim não se poderia falar em excesso desarrazoado de prazo, considerando a peculiaridade do caso. É que se trata de processo com multiplicidade de acusados, com dezenas de testemunhas arroladas.”

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