• quarta-feira , 12 dezembro 2018

Justiça proíbe protesto de servidores no Hospital Universitário de Brasília

Juiz pediu apoio à tropa de choque da PM. Manifestantes se reuniram com reitora da UnB.

Servidores do HUB reivindicam adequação da jornada de trabalho (Foto: Reprodução/Whatsapp)

A Justiça Federal proibiu uma manifestação marcada para a manhã desta terça-feira (20) dentro das instalações do Hospital Universitário de Brasília (HUB), na Asa Norte. Os manifestantes chegaram a entrar na unidade, mas, quando souberam da decisão liminar (provisória), mudaram de rota. Em caso de descumprimento, a tropa de choque da Polícia Militar poderia ser convocada.

O protesto foi organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Universidade de Brasília (Sintfub), que pede a adequação da jornada de 30 horas aos servidores, especialmente os plantonistas diurnos da enfermagem.

Como não puderam entrar no hospital, os manifestantes se reuniram, por volta das 10h, com a reitora da Universidade de Brasília (UnB), Márcia Abrahão. Os organizadores estimaram presença de 100 participantes no protesto.

‘Ordem pública’

Entrada do Hospital Universitário de Brasília, que fica na Asa Norte (Foto: Paulo Ribeiro/ACSHUB)

O juiz federal Renato Borelli, da 20ª Vara Federal, deferiu o pedido da empresa responsável pela administração dos hospitais universitários no país. O magistrado alegou que houve “abuso” do direito de manifestação em “detrimento da ordem pública”.

“O direito de manifestar não pode ser conclamado para legitimar o tumulto, através da ocupação desordenada do Hospital Universitário de Brasília, onde circulam centenas de pessoas por dia, inclusive crianças”, escreveu o juiz.

Na decisão, o juiz Renato Borelli obrigou, ainda, o Sintfub a pagar R$ 50 mil em caso de descumprimento.

O HUB informou que entrou com uma ação na Justiça Federal para garantir o acesso dos funcionários ao prédio da Administração do hospital porque “uma das ações previstas pelo Sitfub para o dia de hoje, 20 de março, era a ocupação e bloqueio do prédio para impedir a entrada dos trabalhadores”.

A respeito da flexibilização da carga horária, o hopsital informou que “está em negociação com os trabalhadores para encontrar a melhor solução dentro da legalidade”.

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