• quinta-feira , 14 dezembro 2017

Impasse entre Metrô-DF e funcionários deve manter estações fechadas nesta terça

Empresa diz que ‘está pronta para operar, mas depende do sindicato’; categoria informou que espera reunião com TRT. Paralisação começou no último dia 9, por salários e contratações.

Metrô-DF informa que estações estão fechadas por falta de funcionários (Foto: Geraldo Becker/TV Globo)

Cerca de 170 mil moradores do Distrito Federal que dependem do Metrô devem encontrar as 24 estações fechadas nesta terça-feira (21), pelo quarto dia consecutivo. Na noite desta segunda (20), nem os trabalhadores, nem a direção do serviço informaram previsões de retomar o funcionamento dos trens.

O Metrô informou que “está pronto para operar, mas depende do sindicato dos metroviários”. Segundo a empresa, desde sábado (18), o sindicato não disponibilizou empregados da área operacional em número suficiente para garantir a “operação segura, tanto para os usuários como para o sistema, descumprindo a decisão judicial”.

Já o sindicato da categoria (Sindmetrô-DF) disse que espera uma reunião com o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para se posicionar.

Para tentar minimizar os impactos da paralisação, o Departamento de Estradas e Rodagens (DER) e o Detran liberaram as faixas exclusivas para ônibus para circulação de todos veículos na EPTG, na EPNB, na W3 Sul e Norte e no Setor Policial Sul até a meia-noite de quarta-feira (22). Além disso, o DFTrans colocou 67 veículos extras para rodarem durante a paralisação.

De acordo o Metrô, os serviços serão normalizados somente após o sindicato apresentar os empregados. A empresa acionou o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) na última quinta para exigir o cumprimento da decisão judicial que manda 90% da frota circular em horário de pico e 60% em horários de menos movimento.

Segundo o governo, como os metroviários não estão respeitando a determinação, caberia o pagamento da multa estipulada em caso de descumprimento, de R$ 100 mil por dia.

Escala reduzida

O Metrô disse que, até a semana passada, havia um número reduzido de trens circulando, porque funcionários de áreas administrativas foram remanejados às estações para dar suporte à operação do sistema.

Em resposta, o Sindicato dos Metroviários afirmou que “alguns empregados estão indo trabalhar todo dia”.

“A questão é que a empresa estabeleceu que, se não tiver o quantitativo desejado, não vai abrir. A gente entende que a greve é um transtorno pra população, pede desculpa, mas infelizmente é uma situação que está se arrastando há três anos.”

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