• quinta-feira , 14 dezembro 2017

Greve na CEB: após decisão da Justiça, companhia diz reforçar equipes de manutenção

Até manhã desta segunda-feira (13), empresa estimou 621 pendências de chamados. São 31 equipes extras de manutenção trabalhando nas ruas, afirma companhia.

Chuvas fortes deixaram várioas regiões do DF com pontos de blecaute e danos graves à rede elétrica (Foto: Káthia Mello/G1)

A Companhia Energética de Brasília (CEB) informou neste domingo (13) que foram convocadas 17 equipes extras de manutenção para concluir os serviços pendentes após estragos causados pelo aumento de chuvas no Distrito Federal.

Com um total de 31 equipes atuando nas ruas, faltam 621 ordens de serviços a serem cumpridas pela CEB, afirmou a empresa.

De acordo com a companhia, várias regiões do Distrito Federal ainda têm pontos de blecaute e danos graves à rede elétrica causados pelo vento e chuvas fortes.

Mais de 15 regiões do DF continuam afetadas, como Sobradinho, Guará, Samambaia, Planaltina, Gama, Candangolândia, Núcleo Bandeirante e Plano Piloto.

O sindicato dos funcionários da CEB informou que, desde domingo de manhã, todas as 17 equipes de eletricistas estão na rua fazendo atendimento. Eles estiveram trabalhando durante a madrugada e na manhã de hoje, afirmou o sindicato.

A iniciativa foi tomada após determinação feita pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) no último sábado (11). O tribunal ordenou que funcionários da CEB atendam “prontamente” 100% dos chamados que tenham relação com problemas emergenciais e de suspensão de energia elétrica.

A decisão é do presidente do TRT, desembargador Pedro Luís Vicentin Foltran, após o governo acionar a Corte na sexta (10) para tentar suspender a paralisação.

Ainda de acordo com a decisão do TRT, para as demais atividades, os funcionários da CEB deverão garantir o contingente mínimo de 50% enquanto continuar a greve. Em caso de desrespeito, a multa é fixada em R$ 100 mil por dia.

Funcionários em greve

Funcionários da CEB durante serviço no Distrito Federal (Foto: Alexandre Bastos/G1)

A paralisação dos empregados da CEB foi deflagrada no dia 6 de novembro, segunda-feira da semana passada. Segundo o sindicato que representa a categoria, a proposta apresentada pela direção da companhia prevê “apenas a reposição da inflação”, referente a 2016 e 2017. Os trabalhadores dizem que não recebem recomposição desde 2014, e que aguardavam nova proposta.

Em nota, a CEB diz que ofereceu “recomposição salarial de 100% das perdas inflacionárias do período além da manutenção de todas as cláusulas atuais do Acordo Coletivo de Trabalho, inclusive os benefícios sociais históricos da categoria como auxílio creche, auxílio babá, vale alimentação.”

Os trabalhadores, em contrapartida, pedem reajuste de R$ 1,2 mil para todos os empregados. O valor corresponde às perdas da inflação, diz o sindicato. A companhia contesta, e diz que o pedido supera a inflação “em oito vezes”. O sindicato diz que não vão suspender a greve por causa das chuvas.

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