Na primeira versão sobre o caso, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Onyx Lorenzoni, afirmou que a denúncia de Luis Miranda se baseava em um documento falso

(crédito: Allan Wanick /Divulgacao)

O Executivo deu, nesta terça-feira (29/6), a terceira versão para o caso do contrato suspeito da Covaxin. O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), afirmou, ontem, na CPI da Covid, que o presidente Jair Bolsonaro informou, em 22 de março, ao então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, as denúncias feitas dois dias antes pelo deputado Luis Miranda (DEM-DF) de irregularidades no contrato de compra do imunizante.

No dia 23 de março, Pazuello acabou exonerado. De acordo com Bezerra, o general repassou as suspeitas para o número 2 da pasta, o então secretário-executivo Elcio Franco, e ele, por sua vez, não teria identificado ilegalidades na negociação.

“Compete destacar que o secretário-executivo Elcio foi responsável pela negociação, contratação e aquisição, até 20 de março de 2021, de todas as vacinas pelo Ministério da Saúde. Por isso, o agente público com maior expertise para apreciar eventual não conformidade contratual quanto às vacinas era o secretário-executivo”, afirmou. De acordo com o senador governista, “após a devida conferência, foi verificado que não existiram irregularidades contratuais, conforme já previamente manifestado, inclusive pela Consultoria Jurídica do Ministério da Saúde”.

Na primeira versão sobre o caso, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Onyx Lorenzoni, afirmou que a denúncia de Luis Miranda se baseava em um documento falso. Depois, o governo alegou que o documento estava errado e já tinha sido corrigido.

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