• domingo , 16 dezembro 2018

Garis celebram Copa do Mundo com embaixadinhas e carreata no centro de Brasília

Ação distribuiu 200 bolas para a população. Trabalhadores aproveitaram para divulgar a Copa Gari 2018, marcada para agosto.

Garis fazem embaixadinhas e carreata no centro de Brasília para celebrar a Copa do Mundo 2018 (Foto: Letícia Carvalho/G1)

A combinação de verde e amarelo que tomou conta do país na preparação para a Copa do Mundo ganhou a companhia do laranja, nesta quinta-feira (14), na Rodoviária do Plano Piloto, em Brasília. Garis uniformizados que vão participar da Copa Gari 2018 – marcada para 26 de agosto – fizeram embaixadinhas e distribuíram 200 bolas para os passageiros.

Entre olhares curiosos e telas de celulares, os garis – que driblam a rotina extenuante do ofício para conseguirem jogar futebol, ao menos, uma vez por semana – mostraram lances, dribles e até chamaram a população para uma “peladinha” na plataforma superior da rodoviária.

“Olha, não é por nada não, mas o Tite está perdendo em não chamar a gente para a seleção brasileira”, brincou Hemerson da Silva, que atua como meia-direita no time Sustentare Esporte Clube.

Caminhões de lixo ganham adesivos da bandeira do Brasil e percorrem o centro de Brasília

Hemerson trabalha como gari há 6 anos. Nasceu no Piauí, mas decidiu mudar-se para Brasília em busca de emprego. Hoje, mora no Céu Azul – cidade goiana do Entorno do Distrito Federal. Apaixonado por futebol, ele disse que, “como bom brasileiro, nunca perde as esperanças”:

“O 7×1 ficou no passado. Futebol é momento, é presente. Não podemos deixar o passado nos atingir. Nossa seleção é nova e joga muito. Ela tem tudo para ser campeã.”

 

Hemerson da Silva é gari há 6 anos e atua como meia-direita no time Sustentare Esporte Clube (Foto: Letícia Carvalho/G1 )

Mantendo o otimismo, o meia ainda arriscou um palpite para o primeiro jogo do Brasil no Mundial da Rússia. Segundo ele, a seleção canarinho vai derrotar a Suíça por 3 a 1.

Já Johnatan Reis, que joga como zagueiro no Sustentare Esporte Clube, afirmou estar desanimado com a performance brasileira e só quis arriscar o resultado do próprio time no campeonato local: “Aí é certeza que vamos ganhar”.

Após a performance na rodoviária, os garis subiram em 15 caminhões de lixo, que receberam adesivos da bandeira do Brasil, e percorreram em carreata os principais pontos turísticos da cidade. As cores do uniforme laranja invadiram o Eixo Monumental, a Catedral de Brasília, o Congresso Nacional e o Teatro Nacional.

“Muita gente só se lembra do gari quando há uma paralisação da categoria e o lixo começa a se acumular na rua. Essa Copa e essa intervenção aqui são formas de apoiar a nossa profissão”, disse Hemerson da Silva.

Presença feminina

Durante a distribuição das bolas, a orientadora profissional Dayana Bárbara Coqueiro, 32 anos, desafiou o time de garis e, na disputa de embaixadinhas, arrancou aplausos dos pedestres que passavam pela área central de Brasília.

Ela joga futebol desde os 8 anos de idade e deixou uma sugestão para os organizadores do campeonato de garis: “Tinha que ter a Taça Gari Feminina de Futebol.”

A orientadora profissional Dayana Bárbara Coqueiro, 32 anos, desafiou o time de garis e, na disputa de embaixadinhas, arrancou aplausos dos pedestres (Foto: Letícia Carvalho/G1)

De acordo com a coordenadora de recursos humanos da Sustentare Saneamento, empresa responsável pelo evento, a ideia de Dayana deverá ser acatada na próxima edição do campeonato.

Copa Gari DF

Esta é a segunda edição do campeonato, que está marcado para começar em 26 de agosto. Os times vão concorrer a prêmios de até R$ 5 mil.

As partidas de abertura e encerramento estão marcadas para o Estádio Nacional Mané Garrincha. O torneio será no formato mata-mata e os jogos terão entrada gratuita.

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