Pessoas apontaram seus telefones para o criminoso, mas ninguém usou aparelho para acionar a emergência. Mulher foi salva por chamada feita por um funcionário, após ataque que durou mais de 45 minutos. Antes, ela empurrou repetidamente o agressor, sem que ninguém interferisse.

Chrystale Hooper, da Autoridade de Transporte do Sudeste da Pensilvânia (SEPTA), demonstra a jornalistas as caixas de emergência em trens e como fazer para contatar a polícia através delas, durante entrevista coletiva na Filadélfia, na segunda-feira (18) — Foto: Tom Gralish/The Philadelphia Inquirer via AP

O estupro de uma mulher a bordo de um metrô da cidade da Filadélfia, nos Estados Unidos, poderia ter sido interrompido rapidamente ou mesmo evitado se outros passageiros que apontavam seus telefones celulares para gravar o “horrendo ato criminoso” os usassem para ligar para o número de emergência 911, disseram as autoridades nesta terça-feira (19).

A mulher foi estuprada pouco depois das 21 horas do dia 13 de outubro em um trem operado pela Autoridade de Transporte do Sudeste da Pensilvânia (Septa), que opera transporte público dentro e nos arredores da Filadélfia.

“Havia outras pessoas no trem que testemunharam esse ato horrível, e ele poderia ter sido interrompido mais cedo se um passageiro ligasse para o 911”, disse o porta-voz do SEPTA, John Golden, em um comunicado enviado por e-mail à agência Reuters.

A Septa e o Departamento de Polícia de Upper Darby, que está investigando o incidente, não confirmaram imediatamente outros detalhes do caso relatados pela imprensa local.

A gerente geral da Autoridade de Transporte do Sudeste da Pensilvânia (SEPTA), Leslie Richards, durante entrevista coletiva, na Filadélfia, na segunda-feira (18) — Foto: Tom Gralish/The Philadelphia Inquirer via AP

A gerente geral da Autoridade de Transporte do Sudeste da Pensilvânia (SEPTA), Leslie Richards, durante entrevista coletiva, na Filadélfia, na segunda-feira (18) — Foto: Tom Gralish/The Philadelphia Inquirer via AP

“Havia outras pessoas no trem que testemunharam esse ato horrível, e ele poderia ter sido interrompido mais cedo se um passageiro ligasse para o 911”, disse o porta-voz do SEPTA, John Golden, em um comunicado enviado por e-mail à agência Reuters.

A Septa e o Departamento de Polícia de Upper Darby, que está investigando o incidente, não confirmaram imediatamente outros detalhes do caso relatados pela imprensa local.

A gerente geral da Autoridade de Transporte do Sudeste da Pensilvânia (SEPTA), Leslie Richards, durante entrevista coletiva, na Filadélfia, na segunda-feira (18) — Foto: Tom Gralish/The Philadelphia Inquirer via AP
A gerente geral da Autoridade de Transporte do Sudeste da Pensilvânia (SEPTA), Leslie Richards, durante entrevista coletiva, na Filadélfia, na segunda-feira (18) — Foto: Tom Gralish/The Philadelphia Inquirer via AP

Uma pessoa finalmente ligou 911. Foi a chamada de um funcionário da Septa fora de serviço que rapidamente trouxe os agentes a bordo, permitindo que parassem o ataque e prendessem o agressor, disse a polícia da Septa à Reuters.

Fiston Ngoy, de 35 anos, enfrenta acusações de estupro, desvio involuntário de relações sexuais, agressão sexual e outros crimes. Ngoy, que listou seu endereço mais recente como um abrigo para sem-teto na Filadélfia, foi detido sob fiança de US$ 18 mil (cerca de R$ 100 mil) e tem uma audiência agendada para 25 de outubro, informou a mídia local.

Ngoy afirma que o encontro foi consensual, mas a mulher nega.

O ataque ocorreu depois que a mulher tomou algumas cervejas depois do trabalho e por engano embarcou no trem errado às 21h15. Minutos depois, Ngoy entrou no trem, sentou-se ao lado dela e começou a tentar tocá-la. O incidente se transformou em um estupro às 21h52.

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