• quarta-feira , 14 novembro 2018

Estudante sofre sequestro-relâmpago ao sair de cursinho no DF

Ele só foi salvo porque deu um ‘olhar desesperado’ a colega, que passou a perseguir criminosos e chamou a polícia.

Local onde aconteceu sequestro-relâmpago contra estudante (Foto: TV Globo/Reprodução)

Um estudante foi vítima de sequestro-relâmpago ao sair de um cursinho no Gama, na noite de segunda-feira (26) no Distrito Federal. Ele chegou a ser colocado em um carro pelos dois sequestradores, mas foi resgatado. Os criminosos foram presos.

A vítima ia em direção ao carro, que estava estacionado ao lado do cursinho para concursos. O caso aconteceu por volta das 22h40.

“Quando eu entrei no carro, eu já ia ligar, mas apareceram dois homens. Um deles, com uma arma falando para eu ir para o banco de trás. Quando eu estava indo para o banco de trás, eu olhei para um pessoal do cursinho que estava saindo”, relatou o estudante.

“Dei um olhar meio de desespero para eles e entrei no banco de trás.”

Um outro aluno que estava saindo da aula percebeu a movimentação estranha e chamou a polícia. Ele começou a seguir o carro, depois perdeu o veículo de vista. A essa altura, no entanto, a PM já tinha conhecimento do caso.

Foram dez minutos de desespero. “O momento todo da viagem, ele estava com a arma tocando na minha cabeça. Eles falavam para eu não reagir porque, se eu reagisse, eles iam atirar e eles falavam que era para eu ficar calmo porque eles não iam fazer nada comigo.”

Vítima dá testemunho do que sentiu durante crime (Foto: TV Globo/Reprodução)

Os dois foram pegos na saída do Gama para Santa Maria. Os policiais montaram uma blitz, interditaram a pista e pararam o carro. A PM então resgatou a vítima e prendeu a dupla. Com eles, havia um revólver calibre 38, que foi apreendido. A vítima não se feriu e conseguiu recuperar todos os bens.

“Eu comecei a ouvir a sirene da policia e comecei a ficar mais calmo, mas eles começaram a correr quando eles começaram a ouvir a sirene da polícia”, continua a vítima. “Ao avistarem as viaturas, eles pararam o veículo e todos os policiais foram de encontro ao veículo para fazer a abordagem”, declarou o sargento Michael Almeida, da PM.

“Foi horrível, né? Eu estava orando para sobreviver porque era a única coisa que eu podia fazer.”

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