• quarta-feira , 21 novembro 2018

EPTG: novos limites de velocidade começam a valer nesta quarta-feira

Trechos da Estrada Parque Taguatinga serão alargados para facilitar o fluxo de veículos. Nos pontos que sofrerão alterações, a velocidade da via será reduzida de 80km/h para 60 km/h. A partir de hoje, motoristas poderão ser multados

Segundo o DER, redução da velocidade é importante para evitar riscos a motoristas e trabalhadores
(foto: Bárbara Cabral/Esp. CB/D.A Press )

 

Nos próximos quatro meses, quem trafega pela Estrada Parque Taguatinga (EPTG) precisará de ainda mais atenção e paciência. As faixas da direita de três trechos da via serão alargadas no período. Além disso, os pontos das intervenções terão a velocidade máxima reduzida de 80km/h para 60km/h. O primeiro local a passar por alterações será o Córrego Samambaia, no sentido Brasília—Taguatinga, após o Viaduto Israel Pinheiro. As reformas começam amanhã.

De acordo com o superintendente de Trânsito do Departamento de Estradas de Rodagem no Distrito Federal (DER-DF), Cristiano Cavalcante, a redução da velocidade é importante para evitar riscos a motoristas e trabalhadores. “Durante as obras, a estrada estará repleta de máquinas e operários. Tivemos de tomar decisões para garantir a segurança de quem estiver na via. A velocidade máxima no trecho da intervenção, contudo, voltará a ser de 80km/h assim que o serviço for finalizado”, explica.

Apesar de as reformas terem início na quinta-feira, serão aplicadas, a partir de hoje, as multas para quem ultrapassar o novo limite de velocidade da via. Enquanto durarem as intervenções, a faixa exclusiva para ônibus ficará liberada para todos os veículos. Cristiano reforça, porém, que os condutores só poderão utilizá-la no trecho em obras — nesses pontos, o radar eletrônico não fará autuações. No caso do primeiro local a ser alterado, também será instalada uma barreira eletrônica na saída do Viaduto Israel Pinheiro para quem segue em direção a Taguatinga.

As faixas de rolamento da direita do Córrego Samambaia, do Córrego de Vicente Pires e do viaduto da linha férrea, entre Guará e Setor Habitacional Lucio Costa, têm 2,7m de comprimento. Com a reforma, elas devem passar para 3,5m. As intervenções ocorrerão nos dois sentidos da via. Segundo Cristiano, o alargamento facilitará o fluxo. “Esse é um ponto de insegurança para os motoristas. Como as faixas são mais estreitas, eles reduzem a velocidade com receio de algum acidente. Isso provoca um efeito cascata e contribui para congestionamentos. Com certeza, depois das obras, melhorará bastante”, prevê.

Mobilidade

A atendente de telemarketing Luciana Pontes, 45 anos, passa pela EPTG diariamente. Ela acredita que as intervenções causarão mais transtornos. “Não acho que o prazo será cumprido, e o trânsito ficará bem complicado. Eu vou para o trabalho de ônibus todo os dias e, com os carros passando pela faixa exclusiva, o nosso trajeto será muito mais lento”, lamenta. O motorista de ônibus Silvano Moreira, 47, não sabia das obras, mas, assim como Luciana, teme que elas não sejam concluídas no tempo estabelecido. “Fazer isso no período chuvoso será complicado. Tudo deveria ter sido feito na seca”, defende.

Quem circula pela via de carro aprova as mudanças. É o caso da aposentada Zilma Bastos, 68. “Eu uso a EPTG para visitar o meu neto e acho bom acontecer essas obras. Ainda assim, acredito que deveriam ampliar o metrô e abrir mais estações”, sugere. O autônomo Adalberto Fernandes, 39, recorre à pista por achar o caminho mais prático entre Taguatinga e Plano Piloto. “Esses locais precisam de um alargamento, pois é por ali que o trânsito mais trava”, ressalta.

Para o professor da Universidade de Brasília (UnB) e presidente do Instituto de Segurança no Trânsito, David Lima, as reformas não resolverão os engarrafamentos na EPTG. “Com a estrada mais atrativa para o motorista, a tendência é de que mais veículos transitem por lá. O problema é o grande investimento para carros. É preciso olhar a questão de mobilidade como um todo. Se são oferecidas facilidades para os veículos, também é necessário para transportes coletivos e sustentáveis”, alerta.

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