• quinta-feira , 19 Abril 2018

Edição especial do projeto Humor de Quinta está nos palcos de Taguatinga

Stand-uo comedy invade o palco do Teatro Sesc Paulo Autran, em Taguatinga; público, no evento, doará brinquedos

 

Fernando Sardinha é um dos talentos expostos no projeto Humor de 5ª

 

Um dos gêneros de maior sucesso entre os palcos da capital, o stand-up comedy, expande seu alcance e ganha adeptos na cidade. Com salas cheias e a garantia de boas risadas, o projeto Humor de 5ª se consagra como um espaço importante para revelar novos talentos e estimular o segmento de humor no Distrito Federal. Ao longo do ano, nomes diversos da cena local passaram pelos palcos de Brasília e mostraram as infinitas possibilidades de estilo para criar um bom espetáculo de humor.

O projeto é permanente e recebe inscrições durante todo o ano e consiste na apresentação de um ator selecionado com a participação de convidados conhecidos do cenário humorístico. A edição especial de fim de ano acontece hoje (21/12), no Teatro Sesc Paulo Autran, em Taguatinga, e cada espectador deve doar um brinquedo para garantir a entrada. Durante 2017, passaram pelos palcos do Sesc os comediantes como Carlos Anchieta, a Cia de Comedia 4 Homens e Meio, o comediante Ciro Santos, o artista Saulo Pinheiro, da Cia de Comédia SeteBelos, além dos humoristas Fernando Sardinha, Denison Carvalho, Hugo Perpétuo e de Fred Braga, do G7.

Fernando Sardinha, um dos participantes da edição especial de dezembro, participou pela primeira vez do projeto há três anos. Para ele, o bom espetáculo de humor é trabalhado com cuidado ao longo da carreira. Para isso, vale intercalar os estilos de performance no palco e dominar o tempo de se movimentar em cena. “O foco do stand-up é falar sobre si, algo que só nós sabemos e vivenciamos, é um processo muito autêntico”, destaca. Seu processo criativo conta com inspiração em histórias do cotidiano e situações criadas diretamente para funcionar no palco.

O humorista, que completa três anos de carreira no stand-up, lembra que, no gênero, o primeiro ano de trabalho é geralmente chamado de open-mind. Nessa fase, os comediantes se apresentam com criações menores, de 10 a 15 minutos, em casas de espetáculos. A ideia é estimular o aprendizado direto com as apresentações e o contato com o público. “Para criar os textos, eu deixo meu pensamento bem livre. A construção da piada é a junção de duas ideias que você conecta de maneira eficiente e faz um elo para criar a situação cômica”, destaca o ator.

Sardinha lembra que o gênero se expande e destaca novos comediantes com cada vez mais força na capital. “O público se identifica de maneira mais próxima, assiste os vídeos pela internet e vai despertando seu interesse em sair de casa para assistir pessoalmente aos shows.” No stand-up, a simplicidade visual é uma constante e, para acontecer de maneira eficiente, necessita apenas de um palco e um ator. As situações cotidianas ajudam a criar uma identificação mais imediata com o público, que se vê representado nas cenas contadas.

Para contribuir com a representatividade nas artes cênicas, o projeto conta com edições especiais como a Viva a diversidade, que reuniu, nesse ano, talentos LGBTI, além de uma homenagem à Drag Queen brasiliense Allice Bombom. A facilidade para criar e circular com novos espetáculos, além da possibilidade de divulgação constante na internet, ajudam a impulsionar o crescimento do stand-up, que conta com um público cativo na capital. Enquanto isso, o Humor de 5ª continua a abrir as portas para a criação brasiliense e as apresentações seguem constantes no próximo ano.

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