• segunda-feira , 18 junho 2018

Desvios e passagem de pedestres em viaduto que desabou são liberados

Duas alças de ligação, alargamento das duas faixas já existentes, bem como passagem pelo Buraco do Tatu foram entregues nesta quinta (15)

HUGO BARRETO/METRÓPOLES

Nove dias após o desabamento do viaduto no Eixão Sul sobre a Galeria dos Estados, as intervenções provisórias para permitir o fluxo de pedestres e de veículos na região central de Brasília foram entregues. As duas alças de ligação, o alargamento de outras duas faixas já existentes, bem como a passagem pelo Buraco do Tatu amanheceram liberadas nesta quinta-feira (15/2).

Quem anda pela região também pode cortar o caminho pela parte do viaduto que está escorada. O GDF garante que o local está seguro.

A cozinheira Maria de Lourdes, 35 anos, foi uma das primeiras a passar pela área liberada aos pedestres. “Bom que eles garantiram segurança. Desço na parada aqui em frente e subo até o restaurante que trabalho, no Setor Comercial Sul. Estava ruim dar uma volta enorme todos os dias”, comemorou.

 

O vendedor Luciano Ramos, 32, também ficou contente com a liberação da passarela: “Assim, a gente não corre risco de ser atropelado nessa via, que é muito movimentada. Eles prometeram que entregariam depois do Carnaval e ficou pronto. Agora, o povo quer saber o prazo de toda a obra”.

Críticas
O governador Rodrigo Rollemberg (PSB) visitou o local por volta das 6h e agradeceu o empenho dos servidores envolvidos em entregar os desvios e a passagem em curto espaço de tempo.

O chefe do Executivo voltou a dar explicações sobre o motivo de não ter feito obras de reparação e manutenção no viaduto, conforme determinação do Tribunal de Contas do DF (TCDF). Disse que outros locais, como a Rodoviária, estavam em situação mais preocupante.

Rollemberg não poupou críticas ao governo anterior, de Agnelo Queiroz (PT). “Construíram um estádio de R$ 2 bilhões que, agora, está vazio. Havia outras prioridades”, atacou.

Amostras
Paralelamente às liberações, começou a coleta de amostras da parte que desabou no viaduto. A Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) é a unidade responsável por colher as peças, que serão levadas para análise em laboratórios da Universidade de Brasília (UnB).

O diretor-presidente da Novacap, Júlio Menegotto, explicou que já existe um levantamento de engenheiros da UnB, da autarquia e do DER (Departamento de Estradas de Rodagem do DF) sobre a área. “Somado à análise em laboratório, poderemos saber o que fazer com o restante do viaduto”, observou.

Peritos da Polícia Civil acompanham todo o processo de coleta e remoção das amostras. Com base na análise dos dados, será decidido se é possível recuperar o que restou do viaduto ou se a estrutura será demolida e inteiramente reconstruída.

Após o desabamento, o Palácio do Buriti anunciou a liberação de R$ 50 milhões da reserva de contingência para a preservação de pontes e outras obras de arte em todo o DF. Além da Galeria dos Estados, o Executivo local monitora a Ponte do Bragueto, na qual serão feitos reparos na laje, danificada por batidas de caminhões que circulam com altura acima do permitido. As pontes Honestino Guimarães e das Garças também serão monitoradas.

Na Ponte JK, outra que receberá intervenções, já existe até um projeto de reforma. Para a obra, será aberta licitação dentro de 20 a 30 dias.

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