Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, representante da empresa de vacinas Davati Medical Supply, Luiz Paulo Dominguetti Pereira, afirmou ter recebido pedido de propina de US$ 1 por dose para fechar contrato com o Ministério da Saúde

(crédito: AFP / Noah SEELAM).

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da covid pediu a convocação de Luiz Paulo Dominguetti Pereira, representante da empresa de vacinas Davati Medical Supply. Ele afirmou ter recebido pedido de propina de US$ 1 por dose em troca de fechar contrato com o Ministério da Saúde, segundo o jornal Folha de S. Paulo. O pedido teria sido feito por Roberto Dias, diretor de Logística do Ministério da Saúde.

“Já apresentei o pedido de convocação do representante da empresa Davati, que relata ter recebido um pedido de propina para venda de vacinas. Brasileiros morrendo de covid e bandidos atrás de vantagens ilícitas. Precisamos apurar tudo. A CPI segue avançando”, afirmou, por meio das redes sociais, o senador Alessandro Vieira (cidadania-SE), integrante da CPI.

“Apresentei também requerimento de sessão secreta para ouvir as novas denúncias do deputado Luís Miranda, que relata ter recebido oferta de propina para se calar após ter denunciado o esquema da Precisa ao presidente Bolsonaro. Gravíssimo, e exige apuração rápida”, completou.

 

Já apresentei o pedido de convocação do representante da empresa Davati, que relata ter recebido um pedido de propina para venda de vacinas. Brasileiros morrendo de Covid e bandidos atrás de vantagens ilícitas. Precisamos apurar tudo. A CPI segue avançando. pic.twitter.com/sdVAgxpDwE

 

 

O senador Omar Aziz, presidente da CPI também comentou a denúncia por meio das redes sociais, caracterizando como “uma denúncia forte”, e relatou que Dominguetti deverá depor na próxima sexta-feira, 2/7.

Denúncia forte. Vamos convocar o senhor Luiz Paulo Dominguetti Pereira para depor na #CPIdaPandemia na próxima sexta-feira, dia 02/07. https://t.co/iGPGDV2aD6

Segundo relatos à Folha de S. Paulo, Dominguetti afirmou que Roberto Dias, diretor de Logística do Ministério da Saúde, teria dito que a negociação “não avançava dentro do ministério se a gente não compusesse com o grupo, que existe um grupo que só trabalhava dentro do ministério, se a gente conseguisse algo a mais tinha que majorar o valor da vacina, que a vacina teria que ter um valor diferente do que a gente estava propondo”, afirmou .

“Aí eu falei que não tinha como, não fazia, mesmo porque a vacina vinha lá de fora e que eles não faziam, não operavam daquela forma. Ele me disse: ‘Pensa direitinho, se você quiser vender vacina no ministério tem que ser dessa forma”, disse o representante à publicação.

Questionado pela Folha sobre qual seria a “forma”, Dias teria apontado: “Acrescentar 1 dólar”. “Dariam 200 milhões de doses de propina que eles queriam, com R$ 1 bilhão.” Segundo o representante das vacinas, o jantar ocorreu em fevereiro, em um shopping.

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