• quarta-feira , 21 novembro 2018

Conheça a banda Jamrock que é influenciada por ritmos brasileiros

Em uma mescla de estilos, o grupo roraimense reúne referências e forma um estilo próprio

O grupo quer levar para o Brasil os ritmos característicos do extremo norte do país
(foto: Natasha Sarah/Divulgação)

Reggae, carimbó e rock. Esses são alguns dos estilos que caracterizam a banda Jamrock, um grupo do Norte do país que vem se destacando na cena musical. Com oito anos de existência, a Jamrock já tem três álbuns com várias participações de artistas regionais.

Formado por cinco músicos, a banda tem Ana Gabriela e Hyago Moura como vocalistas e guitarristas, Hugo Pereira no baixo e voz, Bebeco Pujucan nos samples e gaita e Ícaro Leony na bateria. Donos de uma mistura que une as características do reggae com os ritmos da Amazônia e também referências aos estilos tropicais do Brasil, o grupo sonha em levar para todo o país a música do Norte.

Influências

Natural de Boa Vista em Roraima, o grupo faz questão de ser uma mescla de ritmos. “Penso que o diferencial da banda é essa diversidade de estilos que buscamos organizar no nosso som”, diz Ana Gabriela.

Inspirados pelas bandas autorais do festival Grito Rock — evento anual da região —, o grupo decidiu se dedicar a música e juntar os estilos musicais que cada um do grupo gostava. “Cada integrante tem suas influências: Gabi e Ícaro são mais MPB, Hyago e Bebeco mais samba-jazz e eu puxo mais para o reggae. Nossas influências vem de 5 à Seco, Tom Zé, Gilberto Gil, Novos Baianos e Baiana System. Mesmo que essas influências não apareçam claramente no nosso som, tudo se molda de algum jeitinho”, conta Hugo Pereira.

Além das influências de outros estados do Brasil, o quinteto não esconde as raízes e também se inspira em artistas regionais para compor as melodias. Músicos como Neuber Uchôa, Eliakin Rufino, Felipe Cordeiro e Dona Odete dão ao grupo as referências dos estilos musicais do extremo Norte do país, como o carimbó, por exemplo.

Mesmo com influências tão distintas, a banda conseguiu se organizar em um estilo próprio e começou a participar de festivais de música locais e outros projetos, como o SESC Amazônia das artes.

Álbuns

O primeiro EP da banda foi A primeira viagem, gravado em 2012. Com seis músicas, o disco apresentou a canção Praia, em parceria com o compositor local Maycon Carioca, que se tornou a primeira faixa a ficar conhecida em Boa Vista. Em 2013, o grupo lançou um álbum ao vivo com algumas músicas autorais e de outros artistas. Intitulado Jamrock ao vivo na casa do Neuber, o disco conta com 12 faixas.

Após isso, a banda começou a mudar e amadurecer. O resultado disso é o último álbum do grupo, lançado em 2018. “Esse terceiro disco foi uma coisa muito mais trabalhada em estúdio. A banda passou por modificações exatamente nesse período então traz uma sonoridade diferenciada por receber outras influências e como resultado marca o que a Jamrock é hoje”, diz Hyago Moura.

Com título homônimo ao nome da banda, o terceiro disco do grupo é o primeiro álbum completo feito em estúdio e tem 13 faixas. O novo disco traz críticas ao preconceito e a intolerância religiosa, incluindo também letras que falam do amor e da paz. “A gente continua falando dos mesmos temas dos discos anteriores, mas agora nós temos um outro posicionamento e colocamos esses temas na música com uma outra abordagem”, relata a vocalista Ana Gabriela.

Futuro

A Jamrock ainda caminha para conseguir um maior reconhecimento. Entre os maiores sonhos da banda, o principal desejo é conseguir viver só da música. “Queremos que o nosso trabalho seja reconhecido”, diz Ana.  A banda já teve oportunidade de fazer apresentações em 11 estados do Brasil, mas querem sempre mais. “Nós queremos espalhar a mensagem de nossas letras e mostrar um pouco mais do som que vem de Roraima, algo que é pouco conhecido no Brasil”, observa Hyago.

Com sonhos de um dia conseguir trabalhar com os artistas que os influenciam, o grupo agora está animado para divulgar o novo álbum. “Recentemente lançamos o clipe de Intolerância, a música que abre nosso CD. Uma produção 100% Roraima”, conta Ana.

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