• quarta-feira , 21 novembro 2018

Câmara do DF quer 3 semanas para decidir se pretende punir Juarezão por servidor fantasma

Jogador de futebol era empregado como funcionário do gabinete. Juarezão pode ser afastado da Corregedoria.

Deputado Juarezão (PSB), em entrevista (Foto: Mateus Vidigal/G1)

O presidente da Câmara Legislativa, Joe Valle (PDT), estabeleceu um prazo de até três semanas para que a Mesa Diretora decida sobre a abertura de processo disciplinar contra o deputado Juarezão (PSB). O parlamentar é suspeito de empregar um “funcionário fantasma” que, na verdade, joga futebol no time do Ceilândia.

De acordo com Joe Valle, o deputado já deu explicações sobre o episódio. Oficialmente, disse que não tinha conhecimento que Gustavo Araújo Passos era contratado como jogador de futebol.

Por ora, faltam os esclarecimentos do jogador e do time e o depoimento do chefe de gabinete do deputado Juarezão. Além disso, a investigação da Polícia Legislativa pretende apurar internamente quem atestou a folha de ponto de Gustavo Passos.

 

“Como já oficiamos o clube, agora eles precisam mandar os documentos”, declarou Joe Valle nesta sexta-feira (23).

“Já chamamos o servidor, e acredito que em duas ou três semanas, o processo já está instruído e, dentro os limites que a câmara tem, vamos tomar as decisões necessárias”, continuou Joe Valle.

Jogador Gustavo Araújo Passos, lateral-direito do Ceilândia (Foto: TV Globo/Reprodução)

Depois disso, o assunto é levado para apreciação da Mesa Diretora. Se decidirem continuar com o processo, o assunto é remetido à Corregedoria. Como Juarezão, no entanto, é o atual corregedor, deve ser eleita uma pessoa para cuidar especificamente do caso.

Se este corregedor chamado “ad hoc” determinar prosseguimento e não houver arquivamento em nenhuma comissão, o deputado pode acabar com o mandato cassado. O caso também pode motivar o Ministério Público a entrar com ação por improbidade administrativa.

 

Relembre

Gustavo Passos é titular do Ceilândia, mas uma secretária do gabinete do distrital informou que o atleta trabalhava na Câmara das 9h às 19h. A reportagem, porém, o procurou no trabalho pessoalmente e por telefone durante duas semanas e nunca o encontrou. Em dezembro de 2017, ele recebeu salário de R$ 4.549,94. Um dia após a denúncia, o atleta foi exonerado.

Nesta terça (20), a Câmara votou por manter o deputado Juarezão no cargo de corregedor mesmo após as denúncias. O mandato do distrital à frente da corregedoria acabou em dezembro de 2017, mas ele foi reconduzido à posição após votação por maioria simples.

 

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