• sábado , 15 dezembro 2018

Após anúncio de greve, merendeiras do DF começam a receber vale-alimentação; salário continua atrasado

Terceirizados cobram salário e mantêm paralisação. Atraso afeta 4,1 mil funcionários, que recebem de R$ 1.156 a R$ 1.934.

Merendeiras de uma das empresas contratadas pelo governo do Distrito Federal receberam, nesta segunda-feira (20), o pagamento do vale-alimentação. O depósito foi feito pela G&E Serviços, responsável por 1,5 mil cozinheiras, no mesmo dia em que a categoria anunciou a paralisação dos serviços.

Apesar do pagamento, os funcionários continuam de braços cruzados ao lado de outros 2,6 mil trabalhadores – encarregados pelos serviços de merenda e de limpeza nas escolas do DF – que também aderiram ao movimento.

As merendeiras recebem R$ 1.934 de salário e R$ 630 de vale-alimentação. Para os funcionários da limpeza, os valores são de R$ 1.156 e R$ 630, respectivamente. A jornada de trabalho é de 44 horas semanais.

Duas empresas que prestam o serviço na capital para saber se houve progresso nas negociações com as categorias. A reportagem aguarda resposta da empresa Juiz de Fora (2.300 funcionários da limpeza afetados) e não conseguiu entrar em contato com a Servegel (300 funcionários da limpeza).

Em nota, a Secretaria de Educação afirmou que “os pagamentos referentes às empresas reclamantes estão em dia” e disse que, “em relação ao valor de outubro, os trâmites para quitação estão em andamento e dentro do prazo, conforme o previsto em lei”.

“A secretaria informa ainda que o pagamento dos funcionários é de responsabilidade das empresas, conforme previsto nos contratos. A pasta esclarece também que, em caso de dias paralisados, estes são passíveis de glosas. As empresas poderão ser notificadas”, completou a secretaria.

Segundo a secretaria, as escolas que reduzirem o horário de aula, em qualquer situação ou circunstância, deverão fazer a reposição das horas não cumpridas.

Serviços afetados

Com a greve, os serviços de alimentação e limpeza de escolas foram afetados no Gama, no Paranoá, em Planaltina, no Riacho Fundo, em Santa Maria, em São Sebastião e em Sobradinho.

Em Planaltina, a direção do Centro de Ensino Fundamental São José enviou um bilhete aos pais dos alunos pedindo que eles mandem lanches individuais durante a greve das merendeiras. A instituição também apontou que a educação integral à tarde foi suspensa (veja abaixo). A reportagem tenta contato com a escola.

Escola em Planaltina, no DF, suspende educação integral por causa da paralisação das merendeiras  — Foto: Arquivo pessoal

Nesses locais, os serviços foram executados por 30% da categoria, conforme determina a lei. De acordo com o Sindiserviços, os atrasos de salários e benefícios são constantes. Além disso, segundo os sindicalistas, nem as empresas nem a Secretaria de Educação apresentaram previsão de quitação da dívida.

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