Com histórico escolar na rede pública do DF, jovem superdotado vai cursar matemática

A carreira estudantil do adolescente é coroada por medalhas de ouro, prata e bronze em provas de conhecimento como as olimpíadas brasileira de Matemática de Escolas Públicas, de Astronomia, de Educação Financeira e de Informática | Fotos: Paulo H Carvalho / Agência Brasília

A carreira estudantil do adolescente é coroada por medalhas de ouro, prata e bronze em provas de conhecimento como as olimpíadas brasileira de Matemática de Escolas Públicas, de Astronomia, de Educação Financeira e de Informática. Sem contar na monitoria que prestava no Gisno, escola da Asa Norte, em raciocínio lógico – ensinando, inclusive, outros colegas medalhistas em conhecimento com altas habilidades como a dele.

“Sempre fui colaborador, sempre gostei de pesquisar, entender dos assuntos, mas nunca quis aprender sozinho. Meu desejo de compartilhar conhecimento e fazer com que meus colegas também aprendam é constante”, conta Vitor, filho do meio de três irmãos de um pai professor de artes marciais e de uma mãe diarista.

O reconhecimento de que Vitor tinha não só o conhecimento, mas a maturidade para acelerar um ano escolar e assumir a vaga na universidade veio da professora da sala de Altas Habilidades Glauciete Sarmento. “O programa impulsiona o aluno superdotado a desenvolver o quão bom ele é e a se encontrar naquilo que ele é capaz. E o Vitor é um destaque num universo de grandes matemáticos”, conta ela.

“O Vitor é um inteligente nato. Ainda criança foi medalhista em karatê e interessado em aprender. Mas na sala de Altas Habilidades ele se encontrou e teve o suporte de profissionais bastante qualificados”, garante o pai (de camisa bordô à esquerda da foto), conhecido no bairro como Raimundo Furacão, 56 anos

Por ser menor de idade e, legalmente, inapto a prestar um supletivo, Vitor precisou fazer uma bateria de provas e garantir aceleração de um ano no Cemeb da 908 Sul, onde estudou quando obteve as notas do Exame de Ensino Médio (Enem) que o levaram à aprovação da UnB.

“O Vitor é um inteligente nato. Ainda criança foi medalhista em karatê e interessado em aprender. Mas na sala de Altas Habilidades ele se encontrou e teve o suporte de profissionais bastante qualificados”, garante o pai, conhecido no bairro como Raimundo Furacão, 56 anos.

Atualmente o programa de Altas Habilidades da Secretaria de Educação atende mais de 2 mil alunos com turmas espalhada em 17 regionais de ensino do Distrito Federal.

 

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