• quinta-feira , 18 outubro 2018

Aeroporto de Brasília passa a oferecer ‘self-service’ para despachar bagagens

Ideia é agilizar atendimento; assim como o check-in, despacho poderá ser feito pelo próprio passageiro. Duas máquinas serão testadas para voos da Latam.

Passageiro realizando o autodespacho de bagagens no Aeroporto Internacional de Brasília. — Foto: Alexandre Bastos/Divulgação

O Aeroporto Internacional de Brasília inaugurou, nesta segunda-feira (1º), dois totens de “autodespacho” de bagagens. Assim como já acontece com o check-in, a ideia é que os passageiros possam despachar, por conta própria, as bagagens dentro da franquia prevista.

De acordo com o consórcio Inframerica, que administra o terminal, as máquinas devem dar maior agilidade ao embarque dos passageiros. A tecnologia já é usada em países como Alemanha, Irlanda e Coreia do Sul.

No Brasil, o aeroporto Juscelino Kubitschek deve ser o segundo a adotar a tecnologia (veja abaixo). Nessa primeira fase, de testes, as duas máquinas foram instaladas na área de check-in da Latam.

Como funciona?

Segundo a Inframerica, nestes equipamentos, o próprio passageiro faz a identificação e a pesagem das malas. Para isso, é preciso ter o cartão de embarque em mãos – pode ser o das máquinas de check-in ou o do celular, por exemplo.

Com o documento em mãos, o viajante imprime as etiquetas, identifica a mala e faz a pesagem. Depois, escaneia o cartão de embarque (para “vincular” a bagagem ao passageiro). Daí, uma esteira leva as bolsas à área interna do aeroporto, onde funcionários fazem a distribuição para cada destino.

Por enquanto, o serviço vale apenas para bagagens convencionais – ou seja, que não ultrapassem o peso, nem as dimensões da franquia. A orientação é que os passageiros consultem essas regras com as companhias, para evitar qualquer tipo de transtorno.

Pranchas de surfe e instrumentos musicais maiores, por exemplo, não cabem nas esteiras da máquina e devem ser despachados no guichê. O mesmo vale para gaiolas de pets, malas de grande porte e itens frágeis.

Avião da Latam pousa no Aeroporto Internacional de Brasília, em imagem de arquivo — Foto: Andre Borges/Agência Brasília

Fase de testes

Nesta etapa de implementação, a Inframérica pretende testar a eficiência dos equipamentos, e diz, em nota, que estenderá o serviço às demais companhias aéreas.

“A tecnologia permite ao usuário menor permanência em filas, maior agilidade no embarque e maiores facilidades de deslocamento no ambiente do terceiro mais movimentado aeroporto brasileiro”.

O Aeroporto de Brasília possui 38 totens de autoatendimento de check-in. Eles são unificados – ou seja, podem ser usados para os voos de todas as companhias. Ambos os serviços estão disponíveis no piso de embarque do terminal aéreo.

Máquina de Self Bag Drop está localizada no check-in da Latam. — Foto: Alexandre Bastos/Divulgação

Pelo Brasil

O primeiro serviço de autodespacho no Brasil foi inaugurado em agosto, no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro.

Duas máquinas foram instaladas no terminal pela Gol – uma no espaço comum do aeroporto, e outra na conexão entre voos internacionais e domésticos.

A Infraero, empresa responsável pela administração dos aeroportos de Goiânia (GO), Congonhas (SP), Santos Dumont (RJ), Curitiba (PR) e Belém (PA), promete implantar o mesmo sistema nesses cinco terminais. O anúncio vem sendo feito desde 2016, mas ainda não se concretizou.

Segundo a empresa pública, os planos foram adiados porque o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias questionou a ideia na Justiça. Até esta segunda, a medida estava suspensa por decisão liminar (provisória) do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

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