• segunda-feira , 18 junho 2018

Nome é apoiado pelo PRB, PSD, PPS e PSC. Pouco depois do anúncio, STF devolveu à primeira instância inquérito contra presidente do PSDB no DF.

Deputado federal Izalci (PSDB-DF) na Câmara dos Deputados, em imagemd e arquivo (Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados/Divulgação)

O PSDB indicou nesta sexta-feira (18) o deputado federal Izalci Lucas (PSDB) como pré-candidato ao governo do Distrito Federal nas eleições deste ano. O nome para disputar a cadeira no Palácio do Buriti é apoiado também pelo PRB, PSD, PPS e PSC, que compõem a chapa local.

O grupo ainda não definiu quem vai disputar o cargo de vice-governador. Mas pouco depois do anúncio, o Supremo Tribunal Federal (STF) devolveu à primeira instância um inquérito em que Izalci é investigado por irregularidades na aquisição de bens quando era secretário de Ciência e Tecnologia, no governo de José Roberto Arruda (veja abaixo).

O lançamento da pré-candidatura foi na sede do PSDB em Brasília, com a presença do senador Cristovam Buarque (PPS), que confirmou que irá tentar reeleição para ficar mais oito anos no mandato. O ex-governador e presidente do PSD, Rogério Rosso, também esteve no evento.

O atual vice-governador do DF, Renato Santana (PSD), foi outro que apoiou a candidatura de Izalci. Santana e o partido dele, deixaram de apoiar o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) logo no começo da gestão. A aliança entre PSDB, PRB, PSD, PPS e PSC vale apenas para o DF. Por ora, ainda não há definição de endosso partidário nacionalmente.

O prazo para o registro oficial das candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) começa em 20 de julho – quando os partidos estão autorizados a chamar convenções – e vai até 15 de agosto. O primeiro turno da eleição acontece em 7 de outubro e o segundo turno, se necessário, está marcado para o dia 28 do mesmo mês.

Denúncias contra Izalci

No mesmo dia em que lançou a pré-candidatura ao Buriti, Izalci Lucas viu um dos inquéritos a que responde no Supremo Tribunal Federal (STF) ser devolvido à primeira instância. O processo foi encaminhado pelo ministro Edson Fachin com base no fim do foro privilegiado para deputados federais e senadores.

O deputado federal Izalci é investigado pelo crime de peculato. As irregularidades teriam se dado na aquisição de bens quando ele era secretário de Ciência e Tecnologia do DF. O caso aconteceu durante o governo de José Roberto Arruda (então filiado ao DEM, hoje no PR).

Izalci nega as denúncias. Segundo as investigações, R$ 28 mil em bens doados pela Receita Federal teriam sido “incorporados” à campanha do parlamentar para uma vaga na Câmara Federal. A quantia deveria atender comunidades carentes do DF, no âmbito do programa DF Digital. Izalci nega a denúncia.

Nos autos, o deputado afirmou que sua campanha foi “bem depois da doação”. Negou também a utilização de computadores doados em seu comitê e disse que “nunca deu ordem para que isso acontecesse”. “Acredito que as denúncias, que surgiram em época de eleição, foram feitas por represália política”, diz o documento.

Ao G1, Izalci defendeu que as denúncias são “vazias” e as classificou de “retaliações do governo petista do Agnelo (Queiroz), em função das auditorias feitas no (programa) Segundo Tempo, quando ele foi ministro do Esporte”.

Izalci responde a um outro inquérito e a uma ação penal no Supremo.

Dos oito deputados federais eleitos pelo Distrito Federal, além se Izalci, outros quatro respondem a inquéritos que, com o fim do foro privilegiado, estão sendo devolvidos pelo STF para a primeira instância.

Outras pré-candidaturas ao Buriti

Palácio do Buriti (Foto: Francisco Aragão/ Agência Brasília)

Izalci Lucas é mais um a se colocar na disputa pelo Palácio do Buriti. Também em maio, a enfermeira e professora da Universidade de Brasília Fátima Sousa foi lançada pelo Partido Socialismo e Liberdade (Psol). O nome dela já era indicado desde 2017.

Antes disso, o deputado distrital Chico Leite (Rede) se lançou candidato ao governo do Distrito Federal. De acordo com o porta-voz do partido, o nome dele para disputar a cadeira do Buriti também estava definido desde 2017, quando a Rede saiu do governo de Rodrigo Rollemberg.

O general do Exército Paulo Chagas (PRP) vai concorrer pela primeira vez a um cargo eletivo. O militar diz que oferece “honestidade, trabalho e entusiasmo”.

O presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, Joe Valle (PDT), também oficializou a pré-candidatura oficial ao governo do DF. O anúncio foi feito em 8 de março, em um ato que contou com a presença do ex-ministro Ciro Gomes, que formalizou a pré-candidatura ao Palácio do Planalto.

Um dia antes, em 7 de março, o ex-deputado distrital Alírio Neto (PTB) também se lançou ao cargo, com manifestações de apoio da executiva nacional do partido.

Em nota divulgada no dia 6 de março, o PT informou que o economista Afonso Magalhães se registrou como pré-candidato ao Palácio do Buriti pela legenda.

Apesar de não ter confirmado oficialmente a candidatura, o atual governador Rodrigo Rollemberg (PSB) disse, em dezembro de 2017, que a tentativa de reeleição era um “caminho natural”, mas que a decisão só seria tomada neste ano.

 

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